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Nova Iorque

The Classy Girl Choice TOP HOTEL NY THE MARK – Upper East Side

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O bairro é elegante ao extremo, talvez um pouco mais chique do que eu pretendia, afastado da agenda padrão, mas o antigo glamour é o único glamour, e ele é absolutamente envolvente. Tirando esse porém, todo o resto é perfeito!!! Um tipo particular de hotel para ir acompanhada, sem pressa nem ansiosos “must do & see”, respire com calma… o Central Park é bem na esquina.

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É um hotel clássico,  todo reformado e modernizado mas sem perder a sua essência. Na chegada somos recebidas por porteiros simpáticos, percebemos bicicletas do hotel todas costumizadas por Jacques Grange, The Mark Bikes vem com cesta e bolsinhas termicas para um picnic no parque, um charme, e pasmem, como cortesia.

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Aproveite e peça um almoço para levar criado pelo célebre chef Jean Georges Vongerichten. Do outro lado aquelas charretes puxadas por bicicletas, também cortesia, mais  atrás um carrinho de picolé magnum e águas… Boas-vindas promissoras devo dizer!

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Se ainda ficou dúvida do estilo e elegância do hotel, anexo à ele uma loja da Assouline, a livraria/editora mais sofisticada de Paris, dissipa todas elas.

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Do outro lado um bar, que agita no happy hour, mas com uma faixa etária bem definida, mais velha, mas nada convencional, idade não é sinônimo de caretice. De manhã esse bar oferece snacks de café da manhã expostos de maneira bem pensada, já que o café tradicional é servido na mesa, individualmente.

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Para os pequenos The Mark oferece amenities e serviços especiais, como carrinhos de passeio da marca Maclaren, a programação cultural e de artes do bairro e lanchinhos inventivos. E para os amigos de quatro patas cama Molly Mutt e bolws de água e comida assinados.

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Devo confessar que o The Mark me conquistou pelo estilo e serviço atencioso: amor a primeira vista pelo piso, todo em preto e branco, o elevador dourado, o quarto amplo, banheiro maravilhoso, as ilustrações fofissímas e o boa noite da Laduree. Não tem como não se sentir uma Cinderela Moderna!!!


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INEVITÁVEL Soho NY 2015

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Sem destino prévio, adoro me perder pelas ruas do Soho. Por lá vale a máxima, que às vezes é preciso deixar-se perder para se encontrar.. Foi assim que fiz três novas descobertas, que divido hoje com vocês:

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Se for Verão e quiser um almoço rápido entre uma compra e outra, e assim como eu gostar de observar a atmosfera sempre tão interessante do bairro, almoce no Soho Park, 62 Prince St. Eles têm excelentes hambúrgueres e você senta quase na rua, em uma das áreas mais movimentadas do Soho. Ele fica em frente ao Delicatessen, que geralmente é bem recomendado, com ambiente agradável, mas sinceramente detestei tudo que provei.

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Deixe a sobremesa para logo mais… Caminhe até a 37 Spring, paralela a Prince, e encontre o paraíso em forma de doce, a lojinha Rice to Riches. Ok, eu sei, nem todo mundo é louco por arroz-doce como eu, mas dado os inúmeros sabores inusitados, acho que esse lugar faz a cada dia mais e mais fãs. Dúvida?! Antes de comprar você pode pedir para experimentar, igual se faz com sorvetes.. Um palpite?! O de cheese-cake é imbatível.

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Perdeu o gás?! Ainda por ali, andando pela rua que dá na Little Italy do lado direito, uma loja estranha com produtos asiáticos e naturebas, prove o famoso Green shot, praticamente um shot de vida, é clorofila pura, extraído da grama. Dá um up imediato.

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NY ARTE e CIVILIDADE URBANA

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Pela segunda vez em NY no mesmo ano, sem aquela aflição de rever antigas paixões, e sozinha por dois dias. Deixei me perder em Chelsea, desbravando o bairro que transpira arte e design.. E encontrei novos affairs, que divido aqui com vocês.

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O High Line, a transformação dos trilhos abandonados de trens de carga em um dos passeios mais visitados de NY, é uma aula de urbanismo, arquitetura, design e civilidade. Vale o passeio.. Atente para o paisagismo de Piet Oudolf, pensado para quase não haver manutenção e passar por todas as estações. Os bancos em frente as molduras que antes eram outdoors é outra sacada da arquiteta Elizabeth Diller, uma apaixonada pelo voyeurismo, e vale a reflexão. Comece pelas escadas da 30th entre a 10th ave e a 11th, nesse começo há sempre uma exposição de arte, de 29 de maio a 30 de setembro tem a instalação The Collectivity Project de Olafur Eliasson. Siga pelos trilhos até o MeatPacking District, lá diversas opções para almoçar, como o Grill do Standard, o Mercado Gasenvoort, o queridinho Serafina ou faça o caminho inverso e termine no Chelsea  Market (Meu preferido! Para ler sobre, acesse: http://www.vickyale.com.br/new-york-city-baby-top-of-the-pop-2015/).

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** From NEW YORK to Brazil – O Museu da Imagem e do Som que esta sendo construído na Orla de Copacabana, no Rio leva a assinatura dos mesmos arquitetos do High Line Park, Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio + Renfro.

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Agora se você quiser um passeio para se sentir um New Yorker, vá caminhar, correr, andar de bike ou apenas pegar sol no Hudson River Park. Comece pela altura da 27th, essa parte da margem do Hudson é linda, paisagismo impecável, gramados amplos, ciclovias. Meu preferido para os dias de verão na Big Apple.

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Impossível falar de Chelsea e não falar de Arte. São inúmeras as galerias, com acervos incríveis, é só entrar e apreciar, tente: Lelong Galerie, Luhring Ausgustine, Joseph Beuys, David Zwirner (no prédio da arquiteta alemã Annabelle Selldorf, queridinha da cena nova iorquina atual, e um dos meus preferidos entre tantos edifícios modernosos), Gagosian, The Pace Gallery e Paul Kamin.

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Procurando por algo mais completo, indico o tour que fiz com a Gisela Gueiros (+1 917 428 0400 / giselagueiros@hotmail.com), ela estudou história da arte, mora em NY à 8 anos, tem um blog/guia supercool (www.taxiamarelo.com.br), escreve para o Glamurama e faz um tour pelo Chelsea que inclui o High Line, arquitetura e galerias bem cotadas da região. Para ver a cidade com outros olhos! O meu foi particular, de uma hora por $100, mas costuma ser em grupo.

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Depois de exercitar a mente, vamos aos supérfluos nada superficiais..

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A melhor farmácia de NY, pra mim, que adoro os produtos europeus, não são as gigantes americanas e sim a pequena New London Pharmacy (246 8th Ave) em Chelsea, única farmácia onde você encontra por exemplo a Bioderma e seu demaquilante sem igual. Entre outras tantas marcas incríveis.

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A loja cool que se transforma de tempos em tempos e renova todo o estoque de acordo com um tema também está lá em Chelsea, até sábado o tema era criatividade na Story (144 10th Ave at 19th St). E ao lado dela a multimarca Steven Alan (140 10th Ave), charmosa, cheia de top brands e com uma seleção super bacana, para fugir da mesmice e olhares óbvios.

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É ou não é um bairro que pulsa?!

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V+ EM NY ANTES DE MORDER A MAÇA

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Chego para uma  semana no mais vibrante epicentro cosmopolita: é pisar em solo nova iorquino e começar a acelerar em uma rotação progressiva. Ter poucos dias a disposição faz  o tempo voar.
Uma oportunidade inesperada, de uma imersão irrecusável em um universo que faz parte dos meus projetos profissionais me trouxe até Nova Iorque dessa vez.

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E antes de começar a moder a Big Apple, novos caminhos se abrem me levando para longe da zona de conforto e implodindo vida em áreas nada familiares. NY, imensa, sempre tão outra, quantos sonhos cabem aqui?

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NY Resto News 2015 CAFE CLOVER

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Pense em um natural gourmet, bem no pulso do West Village (Sixth Ave. com Downtown Street), com cardápio ajustado por nutricionistas para ser o menos calórico possíveis e ingredientes vindos direto da fazenda, além de um ambiente bacana recheado de gente com aparência tão bonita quanto os pratos são saudáveis. Imagine misturas inusitadas e prepare-se para degustar o orgânico de maneiras inesperadas. Que tal um Steak de couve-flor com chutney de vegetais?

NEW YORK CITY BABY! TOP OF THE POP 2015

NEW YORK

Essa minha inclinação ” européia” é perigosa e persuasiva… nem tinha me dado conta que fazia quase cinco anos que não respirava a energia da cidade que nunca dorme.

New York, NY… como podes ser tão igual sendo tão outra…? Mas nem tanta coisa muda, alguns lugares que eu já conhecia continuam firmes nas inevitáveis  listas do preciso ir/voltar. E sempre há muita, muita coisa nova, o que se tratando de New York, é insano, ainda mais com apenas uma semana nessa metrópole insaciável.

Mas antes de justificar minha restrita lista, vou logo avisando: a V+ aqui é critica. Conheci vários lugares “tem que ir!!”que jamais indicaria ou voltaria… Então, ao invés de uma lista quilométrica como recebi de vários amigos -e que agradeço demais, sem elas não teria chego nessa-,resolvi falar das experiências que foram unânimes  para todos os que me acompanharam nelas, as quais indico de olhos fechados, dos eternos aos news in town.

Ah, e não se preocupem, a lista não foi baseada em dicas do tipo brasuca, com estilo restrito e faixa-etária  definida. As indicações vieram de guias bem cotados, moradores interessados, viajantes bem-aventurados, da Europa, Brasil e do mundo, de todos os jeitos sem freios: de medico, executivo a estudante, passando por modelo, apresentadora e fashionistas. Espero que vocês se identifiquem também!!!

UM GUIA

MINHA NEW YORK, Didi Wagner

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Já falamos sobre esse guia aqui, Didi transita nos mais diferentes mundos, sempre com a mesma irreverência , olhos atentos e mente afiada. O guia  está na quarta edição e recentemente foi atualizado. Um bom começo para quem quer compreender a cidade como um todo ou apenas uma segunda opinião sobre aquele local que foi indicado. E o tamanho dele, é prático  para seguir viagem junto.

UM HOTEL

GRAMERCY PARK HOTEL

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A primeira vista um hotel que não parece se integrar a Manhattan, móveis  pesados, talhados e escuros, do tipo de hotel da montanha, grossas cortinas e estofaria em veludo vermelho, assim como a tapeçaria, mas se são nos detalhes que Deus mora, um olhar mais atencioso revela o contraponto, entre o suntuoso e o antigo, esta lá o fashion piso em xadrez preto e branco e a coleção de arte com obras ousadas de mestres do século 20, como Andy Warhol, Jean-Michel Basquiat, Keith Haring, Richard Prince e Damien Hirst, que atestam que aqui não existe truque nem ilusão.

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Do tipo do hotel que chega sem se impor e vai te conquistando assim de mansinho, com uma suíte excelente, de proporções generosas, decor inusitada e fotografias inspiradas. Da cama ao chuveiro, passando pelo escritório, tudo soa diferente, você realmente não está em casa, mas se integra rápido ao meio.

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E quando você já está caída de amores, volta para o quarto depois de uma noite agradável no bar do hotel ao som de jazz da melhor qualidade, passa pelo corredor all red e ao chegar no quarto, ainda escuro encontra o bar aberto, literalmente, uma estante que se abre espelhada com luz interna refletida nas taças de cristal bacarat e nas bebidas mais inebriantes, como resistir?

Ainda não te conquistou? Espere para ver os amenites eco-friendly da charmosa Aesop, ou o atendimento impecável da concierge Joy e equipe.

UM MERCADO

CHELSEA MARKET

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New York tem algum mercados, mas a experiência do Chealsea Market realmente se sobressai! O Dean e Deluca sempre atrai nossa atenção em visita ao Soho, o EATaly embora surpreendente e lotado me pareceu meio pra português ver, gostei mesmo é do Chelsea!!

O Chelsea Market foi até 1912 a sede da National Biscuit Company e em 1996 passou por uma reforma, tornando-se o que é hoje. Mas parte das características originais da construção foram mantidas, principalmente os tijolos expostos, uma das coisas que o torna tão unico.

Dentro dele há um mix, logo na entrada um resto italiano com padaria e uma Antrophologie, outro grande amor!! Enquanto você entra e anda pelo corredor há bancadas de condimentos com temperos do mundo todo a granel, cafés bacanas, restaurante natural, lojas gourmet e de vinhos, lanchonetes, restaurante mexicano, hamburgueria, verdureira, floricultura, e um espaço sensacional que você pode encontrar de tudo um pouco, tipo uma feirinha descolada.

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Mas dois desses espaços detém a máxima atenção. Uma espécie de peixaria, onde é possível levar todo o tipo de frutos do mar frescos para preparar em casa ou comer as incríveis lagostas do maine ali mesmo no balcão comunitário. A primeira vista, ainda de fora não soa apetitoso, afinal toda a peixaria por mais limpa e fresca que seja tem um cheiro característico que não instiga ao consumo imediato, isso até você se deparar com as convidativas lagostas no fundo do espaço:é só escolher pelo tamanho e aguardar alguns minutinhos para lagostas quentinhas serem servidas com manteiga derretida e fatias de limão, e como o americano, prático  que é, pensa em tudo, é só vestir as luvas e se divertir! O outro espaço, ao lado tem um visual mais fancy, com proposta parecida, as lagostas estão lá também, assim como king crabs e ostras por um dólar apenas, mas o espaço é mais sofisticado e o menu elaborado. Único porém  é que no período da tarde, hora em que chegamos para almoçar a cozinha está fechada e o restô serve apenas as ostras.

UMA LOJA DE DECOR

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Restoration Hardware tem estética industrial-chic, a cara de New York, muita madeira, couro, linho e cores sóbrias, e além dos moveis e acessórios, são os reis da cama, mesa e banho.

UM RESTO PARA ALMOÇO

BALTHAZAR

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Ok, quase um patrimônio e com franquias pelo mundo, mas bem ali no coração do Soho, entre uma compra e outra, nos dias frios de inverno, aquele ambiente lotado  de calor humano, atendimento certo  e com o mesmo steak bernaise de sempre não te decepciona. Lembrou do Cipriani, sim, a dupla old fashion do Soho, mas ainda fico com o Balthazar.

UM RESTO PARA O PALADAR

NoMAD

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O Restaurante do hotel NoMAD tornou-se famioso por sua cozinha inventiva, paladar apurado e criativo, mediterrâneo-marroquino. O ambiente é charmoso, principalmente no primeiro salão, mais escurinho, lembra um pouco o estilo do Costes em Paris, mas menos carregado, o público  bem East  Village e o serviço extremamente atensioso. O bar nos fundos é bonito e movimentado, chegue um pouco antes da reserva e inicie a noite com um dos classicos drinks.

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Mas o ponto alta sem dúvida  é a comida, fomos pela indicação e pedimos pelo prato mais famoso do restaurante Chicken Whole-Roasted for: Foie Gras, Black Truffle & Brioche Accompanied by Lentils, Brussels Sprouts & Cotechino, ele chega até a mesa inteiro e lindo com os pés para cima preso por um buque de ervas. O sabor.. decididamente, nunca comemos um frango tão saboroso, super macio, se desmanchava na boca, me pareceu que a trufa era usada para temperar o frango entre a carne e a pele, algo inexplicável. Mas as outras pedidas não decepcionaram em nada, como a entrada: Tortelloni with Celery Root & Black Truffle, a Lobster Butter-Poached with Black Garlic, Squash & Cranberries, e o agradinho do chefe, que além de super charmoso servido em uma panelinha de cobre dentro do que parece ser casquinhas de ovos, uma pista do que vinha pela frente.

UM RESTO NOVO

ZUMA

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Tenho certeza que muitos já foram em algum Zuma ao redor do globo, o que as vezes soa como tedioso, mas também como uma aposta certa, já estive no Zuma em Miami e em Istambul e o que posso dizer é que sempre fui surpreendida de maneira positiva, pela decor, comida e drinks. É incrível.

O Zuma de New York abriu a dois meses, e ainda que esteja sempre lotado, em recente entrevista o dono se mostrou bastante preocupado com essa nova empreitada em uma cidade tão exigente, mas se depender da nossa experiência o restaurante tem tudo para se tornar um clássico.

Sugiro começar a noite pedindo o drink de maior saída, simplesmente fantástico, siga com a Lobster with spicy ponzu and wasabi mayonnaise, uma lagosta cortada ao meio e grelhada, não pense na maionese de wasabi camuflando o sabor, mas temperando na medida certa. Acompanhe com Sweet corn with shiso butter and shichimi pepper, fã de milho que sou não perderia por nada, meio apimentado, meio adocicado, sensacional. E continue com o Spicy beef tenderloin with sesame, red chili and sweet soy, não se preocupe, não é porque estamos em um restaurante japonês que a carne é necessariamente crua, ela pode ser pedida em qualquer ponto, e é divina.

UM SHOW off Broadway

QUEEN OF THE NIGHT

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Já havia recebido a indicação de dois amigos diferentes, mas que apenas tinham ouvido falar, já que o show é recente.Foi então que Queen of the Night  apareceu na tv do taxi, atraindo de imediato nossa atenção. Compramos os ingressos direto com o concierge do hotel, o que nos custou um pouquinho mais, mas nos polpou tempo. Na noite de domingo, mais precisamente as 18h45,chegamos a porta do show off broadway no Hotel Paramount ,  e, em poucos minutos, a gelada fila de fim de inverno dobrou o quarteirão.

Pouco sabíamos o que iria acontecer, apenas que se tratava de um show com jantar. Assim que as portas se abriram, as mulheres e homens foram revelando suas indumentárias por debaixo dos grossos casacos:vestidos cintilantes, longos, ternos e gravatas, se juntavam a pessoas mais low-profile e outras mais artísticas com camadas de roupas desconstruídas e flores nos cabelos. A medida que entrávamos  podíamos observar um espaço quase que abandonado e empoeirado com restos de construção e fios aparentes, nesse momento alguns recebiam chaves, outros poesia.. Ao descer a escadaria uma fila de homens em aventais e as pernas nuas seguravam drinks de boas-vindas, alguns eram escolhidos a seguir, separados de seus grupos, outros permaneciam na escadaria…

O palco central é circulado por um corredor, e enquanto uns entram por um lado, outros fazem o caminho oposto, e vão vivendo sensações e visualizando cenas diferentes, muita coisa já está acontecendo por aqui e por ali, e no tablado central esta a “Rainha da Noite”, que tudo vê, com seu rosto duplo para ambos os lados.

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Enquanto as pessoas se servem com drinks e comidinhas que circulam, alguns são chamados para interagir com o elenco e ganham marcas da rainha nas mãos ou cristais no rosto, tudo de maneira individual, sem ridicularização.

Ao redor do tablado central e em frente ao palco há diversas mesas, algumas montadas com frutas, amêndoas, jornais como toalhas de mesa, taças, pratos e bebidas despostas no centro, outras permanecem sem nada, nem mesmo cadeiras. Alguns  são convidados a sentar antes que outros… de repente você começa a se perguntar se comprou a experiência completa. Mas tudo isso não passa da introdução, observo que as pessoas, principalmente em cidades grandes como New York, estão carentes de atenção, de toque, do eu valorizado e também do contato com o próximo.

Depois de um tempo o show está prestes a começar, todos são convidados a se sentar, enquanto as demais mesas são montadas em nossa frente, tudo coreografado, tudo como parte do show. Os artistas são musculosos, mesmo as cenas quentes são teatrais e circenses, embora haja erotismo, não há vulgaridade.

O espetáculo envolve dança, teatro, interação e circo, há uma historia bem contada por linguagem corporal e expressão fácil, e em meio a isso tudo rufam os tambores e a comida chega como se desfilasse até a mesa! São gaiolas cheias de lagostas, porquinhos inteiros e costelas, como nos tempos medievais, você se transporta para aqueles castelos barbáros e de repente percebe que você faz parte do show, você é o convidado da rainha. Cada mesa recebe um tipo de comida, deliciosa diga-se de passagem, e cabe a você se servir e trocar com outras mesas para comer o que deseja, assim se instala um clima descontraído e ainda mais interativo.. conversas e experiências também acabam sendo moeda de escambo, há diversas línguas e nacionalidades se revelando.

Mas o show não pode parar, e para o grande finale, o amor vence e a rainha se despetala em brilhos e purpurina, papéis  se transformam em borboletas cenográficas, mas quem percebe? você está tão dentro.. todos levantam para dançar com a história  e ainda na pista a sobremesa é servida, pelo elenco direto na boca dos mimados convidados.   What a Night!

UM BAR FINO

ROSE BAR

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O Rose Bar fica dentro do Gramercy Park Hotel, e poderia ser apenas mais um bar de hotel, não fosse por sua localização, direção e exclusividade. Dentro dele, uma mesa de bilhar, uma lareira, um grande bar e mesinhas com sofás intimistas, cores escuras e um ar old glamour.

Conhecido como hotspot dos finos, fuga low-profile para Vips à procura de um cocktail tranquilo, formadores de opinião mais importantes de Manhattan reúnem -se no exclusivo Rose Bar. É também o lugar das festas após o Fashion Week, lançamentos de livros de celebridades e em qualquer noite, DJs de renome mundial giram suas listas de reprodução personalizadas. Além disso, apresenta em noites especiais música intimista, conhecida como Rose Bar Sessions, oferecendo performances exclusivas de artistas como Axl Rose, Dave Navarro, Rufus Wainwright e Liza Minnelli.

De quinta a sábado o bar é fervido, começa cedo, pelas 21h e se estende até as 3-4h da manhã. Foi o lugar onde vi mais gente interessante, de executivo a artistas, daqueles saídos direto do escritório aos prontos para começar a noite, de todas as baladas que fui, voltaria e repetiria noites apenas nesse bar.

Na quinta feira, dia em que chegamos havia um show de jazz, uma áurea de mistério e a sensação de estar na Manhattan dos anos 50, sexta e sábado a noite foi mais eletrônica com hits badalados e um público  mais sedento.

Claro que algo assim tão exclusivo pode e será uma tortura para entrar, primeiro por ser pequeno e sempre lotado, segundo pela própria politica de exclusividade do local, e nem os hóspedes  estão a salvo, como o bar é independente do hotel o melhor a fazer é garantir uma reserva.

UM BAR HIPPIE CHIC

LA ESQUINA

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O La Esquina parece um trailer, é um restaurante, mas o bar é top!! Não é novo, a algum tempo ouço a respeito dele, mas ele continua hype, com um público  bonito, jovem e descolado.

Não se assuste com o trailer sujinho em uma esquina do Soho, você não está no lugar errado, muito pelo contrário, entre e dirija-se para a porta “just employes” onde fica o door men com a lista, sim, faça reserva, o lugar não é tão grande quanto a procura. Ele te guiará para o subsolo por uma escadaria, passando pela cozinha até chegar ao bar e restaurante, se no trailer a comida é mexicana do tipo fast food, ali, no subsolo, o mexicano virou gourmet, vale provar. Mas o bar, principalmente aos domingos, tem um som excelente e eclético escolhas acertadíssimas do dj, cervejas de diferentes tipos e um drink de pepino com pimenta interessantíssimo, e já falei do público bonito?! rs