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Peru

Entre Viagens, Panelas e Amigas PERU com Ligi Meyer

Globetrotter com olhar e apetite (www.entrepanelaseamigas.com.br) dos mais abertos, filtro para reter os detalhes do essencial e enfoque naquelas dicas express de sobrevivência que fazem a diferença, Ligi é uma aventureira minuciosa que faz a gente viajar sem pegar avião… Ao terminar de ler a experiência de Ligi no Peru com todas as fotos de sua autoria (!) vai dar aquela vontade de fazer as malas já! Vamos?

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“Antes de viajar para qualquer lugar faço uma “pesquisa” em blogs, sites, converso com pessoas que já foram para o mesmo destino, enfim, recolho o máximo de informações culturais, geográficas, históricas, turísticas e gastronômicas. Com o Peru foi assim.

O que ouvi e li é que o cuidado com a higiene deveria ser dobrado (pensei: depois de 3 vezes na India eu tiro essa de letra!), que deveria estar atenta com os taxistas, que nunca faz frio, que o trânsito é infernal em Lima e que era meio perigoso (principalmente mulheres sozinhas à noite).

Pois bem, a melhor coisa é viajar sem muitas expectativas, pois qualquer experiência será válida. Com o Peru digo que fui com a expectativa de encontrar um lugar como descrito acima, mas ao mesmo tempo com paisagens lindas e comida excelente. Me surpreendi. Muito!

O peruanos são extremamente amigáveis e atenciosos, as cidades que visitei são limpas, nem tão barulhentas, todas preparadas para receber turistas do mundo todo (juro que foi o lugar onde eu vi mais turistas misturados – ingleses, alemão, russos e mais ainda americanos e franceses). Em muitos lugares os peruanos tentam falar português e diziam estar fazendo aulas (!).

São orgulhosos do país deles, escutam música peruana, usam as roupas típicas (não só para fotos), querem que a gente prove os vários tipos de batatas e ceviches e piscos. Todos os restaurantes que fui eram maravilhosos! Desde os “estrelados” (Chicha, Astrid Y Gaston…) até os nem tão conhecidos assim, o que me faz pensar que em quase todo lugar se come muito bem.

Agora, estas foram as minhas impressões… lógico que como fiquei apenas 5 dias, tive sorte de pegar tempo bom e conseguir seguir meu roteiro sem nenhuma intercorrência, posso falar que tudo foi perfeito e melhor que eu imaginava. Pode ser que não seja assim para outras pessoas… nem que a comida seja a melhor do mundo para os outros.

Quando estou em algum lugar tento provar o que aquela cultura me oferece. No peru comi (experimentei na verdade!) o cuy (porquinho da India) e alpaca (parecida com a lhama) e eu nem como carne vermelha! Mas teria que sair de lá dizendo o que achei dos pratos típicos deles.

A temperatura em Cuzco… fui em junho, era sempre frio de manhã e à noite (cerca de 6 a 10 graus) e durante o dia um pouco mais quente. O inverno, que se estende de Maio a Setembro e é o melhor momento para ir para Machu Picchu, pois quase não há chuvas na região. O verão no Peru – entre os meses Novembro e Março – costuma ser chuvoso e muito úmido.

Minha experiência

O voo de SP para Lima é rápido, menos de 5h (4,5h na ida e 4h na volta). A moeda é o Nuevo Sol ou Sole (vale quase o mesmo que o real).

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Depois de subir uma montanha do Himalaya, relevei as dicas de me preparar para a altitude em Cuzco. Errei feio! A altitude realmente faz diferença, mais ainda no segundo dia. Então, assim que chegar no Peru já comprem e comecem a tomar a Soroji Pills. Comprem em qualquer farmácia e tomem de 8 em 8h. Não tem chá ou folha de coca que o substitua.

No aeroporto em Cuzco vários taxistas vão te abordar. Sempre descofiada de que poderia ser enganada passava reto, até sentir que era assim mesmo. Escolhi um dos vários taxistas e pronto. O taxista gentil, foi explicando tudo no caminho até o hotel (que leva uns 15 min até o centro da cidade e custa uns 15 soles) e no final ainda queria um telefone de contato (desconfiei novamente), mas é que ele queria ficar de cicerone para todos os lugares todos os dias (é assim mesmo). Os táxis não têm taximêtro, então antes de entrar negocia. Sempre dá para negociar o valor.

Andar em Cuzco no começo pode ser meio complicado, mas quando se acostuma com as ruazinhas fica muito fácil. O melhor é ficar próximo a Plaza das Armas, tudo acontece ao redor ou próximo a essa praça.

Eu fiquei no Novotel, a umas 5 quadras dali. Muito bom aliás. Café da manhã servido desde às 4h (quase em todos hotéis na verdade). No primeiro dia fui conhecer a Plaza das Armas, o Mercado Central de São Pedro, Igrejas… aproveitei para retirar os tickets de trem e de Machu Picchu e comprar o de ônibus.

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Na Plaza das Armas tive a sorte de ver a Festa do Sol , do aniversário da cidade e da despedida dos Santos de Corpus Cristi. Estava sempre cheia, em festa, com desfiles, muita roupa típica e festival do prato culinário mais famoso: Chiriucho (cuy, queijo, milho, pão, algas, batata e linguiça). Na praça sempre terão mulheres e crianças para fazer fotos.. Alguns soles resolve isso e vale a pena!

Existe um Boleto Turístico que serve para entrar em vários museus, igrejas e atrações. Vale para 7 ou 10 dias. Eu não comprei. Se quiser visitar todos museus e sítios arqueológicos vai ser mais barato.

Comida e bebida

 Achei tudo maravilhoso! O que se encontra e tem que provar:

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  • Cerveja Cusqueña (já falei que adoram as comidas deles? As bebidas também!), de todos os tipos, pilsen, weiss, escura. Quase não se encontra outra marca, também se encontram algumas artesanais (peruanas claro).
  • Chicha morada – suco de milho roxo.
  • Chás (de coca, menta, camomila e maçã são os mais comuns).
  • Pisco Sour (adoro! Clara de ovo, pisco e limão ou manga ou coca).
  • Cuy (porquinho da Índia – quem entende de carne até que gosta).
  • Chiriucho (prato típico com cuy, pão frito, ova, algas, pimentão, e linguíça).
  • Alpaca (parecida com lhama – dizem que é a melhor das carnes – não entendo de carne então não sei dizer!).
  • Muita batata! São 3.000 tipos, muito saborosas.
  • Ceviche (são maravilhosos! Com milho em grão torrado, batata, marisco, peixe, polvo).
  • Milho (são vários tipos, comem em grão torrado)
  • Quinoa (muitos lugares ao invés do arroz vem a quinoa)
  • Rocoto (tipo de pimentão)
  • Piqueo (entrada Com uma espécie de mini-choriça, batatas e um molho delicioso)

Passeios

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Eu queria ter ido ao Vale Sagrado, mas como tinha apenas um dia para algum passeio optei por um mais interessante.

O que pode ser feito:

  • Vale Sagrado dos Incas: visitando Pisaq (conhecida por seus mercados de artesanato e por suas ruínas incas, com os túmulos), Urubamba (é uma das cidades maiorzinhas do Vale Sagrado dos Incas), Ollantaytambo (ruínas Incas e daqui sai o trem para Águas Calientes) e Chinchero (onde se pode ver a produção de lã).

O que eu fiz:

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Paguei cerca de 60 soles para uma empresa de turismo e fui de van com um grupo. Vale a pena pois o grupo é pequeno (10 pessoas) e a guia (geralmente bilingue) vai mostrando tudo pelo caminho. O passeio começa às 9:30h – 10h saindo do centro e volta cerca de 14:30h). Atenção! Não tem parada para almoço! Tem que levar comida ou compra milho e água no caminho!

Moray e Salineras de Maras.

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  • No caminho parei em uma comunidade para ver as mulheres tecendo lã (Textiles Puka). Coisa bem de turista, mas vale a pena! Elas mostram como tiram, tingem e tecem a lã (dizem que tudo artesanal, que levam dias para fazer uma blusa.. mas juro que eu duvidei que é tudo feito a mão mesmo). O interessante (se verdade ou não pois também fiquei na dúvida) é ver o processo de tingimento natural feito com insetos (vermelho), ervas (verde, marrom) e milho (amarelo, ocre). No final, claro, tem uma feirinha com os produtos… elas são tão simpáticas que fiquei com pena de não levar nada!
  • Moray é onde podemos ver os campos de cultivo incas, aqueles em degraus circulares. Eram “experiências” na agricultura, dizem que aqui eles adaptavam as espécies ao clima local e por isso tem tanta variedade de quinoa, batata e milho. Como eu não tinha comprado o tal Boleto Turístico comprei na hora a entrada por 60 soles (notar que os peruanos tem desconto em todas atrações. Achei o máximo isso!). A parada não dura muito, cerca de 40 min, mas dá tempo para ver o único campo circular. A ida até aqui é rápida e vale ver as plantações de quinoa, trigo, cevada e aveia pelo caminho.
  • Salineras de Maras é demais! Paga-se 10 soles para entrar. São 8.000 “buracos” e cada família cuida de 40 deles de onde extraem sal que “brota” da fonte de água morna. Achei o máximo aquele sal todo vindo “do nada” há anos (na verdade vindo dos depósitos de sal subterrâneos de onde tudo foi mar). Um passeio que vale a pena pois é diferente de tudo que já tinha visto. Claro que tem feirinha de artesanato e pode-se comprar o sal (que é muito bom por sinal).

Indo para Machu Picchu

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Peguei um trem de Poroy, Cuzco, para Águas Calientes e depois ônibus para Machu Picchu. É uma descida de 1.000m, então a gente se sente melhor pela altitude.

Também é mais quente, de manhã chega a ser fresco, mas depois esquenta e pode ser usado bermuda e camiseta. Bom ir de bota ou tênis para caminhar, tem muita trilha e pedra. Levar boné e protetor solar (juro que não é besteira, mesmo para quem esteja acostumado com sol). Antes de entrar na cidade perdida tem banheiro (serviço sanitário) e lanchonete (mais caro que nas cidades, mas não é um absurdo), depois de entrar não tem mais. Nas trilhas é bom levar mochila com água e um lanche. (Tem quem opte por dormir em Águas Calientes para chegar mais cedo na montanha, não achei necessário).

DICA IMPORTANTE!

Comprar no Brasil (e muito antes) a entrada para Machu Picchu! Compra no site oficial www.machupicchu.gob.pe tem várias agências que oferecem, mas no site é tranquilo, mais barato e seguro.

No site terão as opções de comprar:

  • Apenas visita na cidade perdida de Machu Picchu (visita nas ruínas);
  • Machu Picchu + Montaña (visita nas ruínas e subida na montanha Machu Picchu – 2h para subir e 2h para descer, trilha mais tranquila);
  • Machu Picchu + Huayna Picchu (visita nas ruínas e subida mais “perigosa”, trilha de degraus e muito estreita. Essa é a montanha que aparece atrás da cidade nas fotos). Aqui só sobem 400 pessoas por dia, são 2 grupos de subida com horários diferentes – não pode perder a hora (a Unesco está colocando “ordem” no turismo!), então se quiser subir nessa trilha tem que agendar muito antes o grupo e horário de subida. É muito controlado, antes de subir deixa nome e contato e tem que avisar na descida, pois temem acidentes.

Comprando somente a entrada para a Cidade Perdida pode-se fazer a Trilha da Porta do Sol (1h para subir e 1h para descer). É gratuita e sobe até a porta de entrada da Trilha Inca.

Ainda tem outra maneira de chegar em Machu Picchu que não seja de trem:

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  • Trilha Inca, que se faz caminhando. A caminhada mais comum é a que leva quatro dias de duração e cruza montanhas como Warmiwañusqa  e Runkuraqay, a 4.200 e 3.860 metros sobre o nível do mar, respectivamente, andando cerca de 10 km por dia. Parece pouco, mas subir sem oxigênio não é fácil! Se cansa muito mais.

Comprados os ingressos pelo site deve-se retirá-lo em Cuzco.

Para retirar o ingresso tem que levar o comprovante/recibo de compra + identidade com foto + cartão de crédito que usou na compra (quase me ferro nessa! Tinha levado outro cartão). A retirada é feita perto na Praça Regocijo (logo depois da Plaza das Armas), na rua Garcilano, à direita, 3ªporta (se não me engano). Dizem que não precisa ir retirar, que levando o passaporte e o comprovante de compra já está ok, mas fiquei com receio e fui retirar. Ali perto tem a Peru Rail e já retirei também os tickets de trem.

Para comprar o trem vá direto (e antecipadamente para não ficar sem lugar) no site da Peru Rail ou IncaRail. Compra-se com o cartão de crédito sem problemas. Escolha o horário conforme o horário de subida nas montanhas em Machu Picchu.

O trem sai das estações de Poroy ou Ollantaytambo.

DICA! Se estiver em Cuzco compra partindo de Poroy que fica a 30 min de táxi do centro. A outra estação fica bem mais longe (96km)!

Há 4 tipos de passagens (Peru Rail) que vão Águas Calientes. Fomos de Vistadome pois nos pareceu ter um bom custo x benefício (confortável, ótimo atendimento e com janelas panorâmicas). Ainda há o Autovagon, Expedition e o Hiram Bingham (o trem de luxo e bem mais caro que os demais). Voltamos de Expedition (lanche servido é mais simples, janela e mesa um pouco menor…únicas diferenças). São mais de 3h de viagem mesmo em um trecho curto (o trem anda a 30km no máximo) e o caminho é muito bonito.

DICA! Para retirar o ticket na Peru Rail (tem várias na cidade) levar identidade/passaporte e cartão de crédito usado na compra!!

Eu também comprei o ticket de ônibus em Cuzco (para evitar filas na estação em Águas Calientes e subir logo no primeiro ônibus). Comprei no InterBank, que fica na Avenida do Sol. Tem uma menina em uma mesinha no canto do banco que vende. Ela te dá uma conta para depósito, paga-se no banco do lado e com o comprovante ela te dá o ticket do ônibus.

Chegando em Águas Calientes quase não tem sinalização, mas deve-se passar por dentro de uma feira de artesanato (Sim! São muitas pelo Peru!) e atravessar uma ponte pequena até a estação de ônibus. Como já tinha o ticket fui direto para o ponto e peguei o primeiro ônibus a subir. Lembra que tem um trem inteiro querendo fazer o mesmo, então terá fila! Leva 30 min para subir até Machu Picchu.

Comprei o ingresso Cidade + Montaña, mas não subi a montanha! Não fui por que contratamos uma guia e teríamos que inciar a trilha até ás 11h. Como chegamos às 10:30h perderíamos a guia. Aliás, contrate guia assim que chegar na estação de ônibus US 60,00 por 2h e vale a pena. Sozinhos não saberíamos dos detalhes da cidade.

Se quiser fazer a trilha antes pode contratar guia na entrada da cidade também (tem vários se oferecendo).

Pode-se entrar e sair da Cidade, então dá para conhecer as ruínas com guia, sair e comer ou ir ao banheiro e depois voltar para a trilha ou vice-versa.

DICA! Dá para carimbar o passaporte com a entrada em Machu Picchu! A gente mesmo carimba. Se tiver fila deixa para fazer na saída (não peguei fila nenhuma desse jeito). Só para ficar registado no passaporte!

Fiz o passeio com a guia, não subi a montanha e desci mais cedo para Águas Calientes. (Para descer pode pegar qualquer ônibus, eles são muitos e vão o tempo todo).

O trem pede para chegar 30 min antes da partida, então dependendo do horário do trem tem que estar atendo para pegar o ônibus 1h antes (30 minutos para descer e 30 minutos antes do trem partir). Na hora NUNCA tem trem para comprar! Se perder tem que ficar na cidade.

Como cheguei bem antes do horário parei em um dos vários restaurantes para comer.

Restaurantes em Cuzco

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Peru está sempre entre os melhores restaurantes do mundo! Merecido! A culinária é motivo de orgulho nacional e pauta de conversas.

DICA! Se quiser um dos restaurantes “famosos” reserva antes! Fiz as reservas por e-mail antes de ir. Ah! Sem dress code nenhum, afinal é uma cidade dominada de mochileiros. Não precisamos de táxi para nada… tudo perto do hotel e fomos caminhando.

Restaurentes que fomos:

Chicha – do famoso chef Gastón Acurio, serve ceviches, frutos do mar, massas e até pizzas. Uns dias depois de eu ir o Claude Troisgois foi lá! É muito bom. Leia antes sobre o chef (que na verdade hoje nem cozinha mais, mas os 39 restaurantes que ele tem pelo mundo levam a assinatura dele).

www.chicha.com.pe
Plaza Regocijo 261, segundo andar, Cusco

Restaurante Cicciolina, serve comida internacional com toque peruano e também faz as vezes de bar de tapas. Achei o melhor! Tanto o ambiente quanto a comida.

website: www.cicciolinacuzco.com
Calle Triunfo 393, segundo andar, Cusco

Restaurante Incanto – é um dos melhores de Cusco, sendo especializado na cozinha italiana. O lugar fica cheio durante a noite e tem música animada e gostosa. A pizza é a melhor que já comi!

Santa Catalina Angosta, 135. Plaza de Armas, Cusco, Sta Catalina Angosta, Cusco, Peru
+51 84 254753 http://www.cuscorestaurants.com/incanto/

Lima

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Lima foi uma surpresa boa. Achei a cidade limpa, organizada e com muitas opções de lazer e a gastronomia nem se fala! Chamou muito minha atenção que a cidade é à beira mar, mas não no nível do mar. Existem as falésias se estendem por quilômetros e separa as avenidas que margeiam a costa: uma ao nível do mar e outra em cima, beirando a cidade, com muitos parques, pistas de caminhada e skate.

Outra coisa que me chamou a atenção, Lima tem umidade altíssima (as vezes 100%, mas não chove!). Não há bueiros nas ruas e as casas não tem telhado, apenas laje. O céu é quase sempre branco ou cinza. Não é muito bonito, mas é bem interessante e bem típico da cidade.

O melhor trecho para ficar e passear é em Miraflores, entre o Parque del Amor e o centro comercial a céu aberto Larcomar, que fica em cima das falésias com vista para o mar. Visitem os dois. O bairro é lindo e cheio de restaurantes, casas lindas, ruas arborizadas.

Passear na beira mar é interessante também, praia de pedras, água gelada, muito surfista. Não estranhem que muitas áreas da praia são proibidas para banhistas, apenas mais perto de Miraflores pode-se ir na praia.

Na beira mar fica o Restaurante Rosa Náutica, bem turístico mas é muito bonito (apesar de eu ter achado um pouco mal tratado). Ele fica em cima do mar e a comida é ótima!

O Centro Histórico de Lima (Cidade velha) fica distante de Miraflores uns 30 ou 40 minutos de táxi. Como falavam que o trânsito era horrível até que nao achei esse tempo tão ruim. Vale a pena circular pela Plaza de Armas e arredores. Destaco a Catedral, o Palácio Episcopal, o Monastério de Santo Domingo, o Convento de São Francisco e a Casa Aliaga. É bom ficar atento aos horários de abertura e fechamento. O Convento de São Francisco, por exemplo, fecha entre 12h e 16h. No Palácio do Governo tem a troca da Guarda ao meio-dia, perdi por 20 min e fiquei triste… parecia ser bonito!

Existem ainda as ruínas em Lima para visitar… não fui! Faltou tempo. Mas sei que Pachacámac é provavelmente o sítio arqueológico mais visitado, fica a 40 km da cidade em um local sem muita infraestrutura para o turista. Entre os sítios arqueológicos para visitação, dizem para escolher a Huaca Pucllana. É dentro da cidade, o lugar é pitoresco, o tour é completo e há todo um cenário de “bonecos” além de animais e plantações de verdade. O restaurante que tem lá dizem que é muito bom e com vista das ruínas é bacana à noite.

Ah! Sobre a segurança.. em nenhum momento passei por algum momento de insegurança, não fui abordada na rua por ninguém pedindo alguma coisa e nem vi pessoas pedindo dinheiro. Vi sim muita gente trabalhando, vendendo desde cortador de unha até refeições completas em carrinhos improvisados. Ponto para Lima!

Também não achei o trânsito barulhento, aliás, vi uma campanha bem forte para reduzir os ruídos e buzinas, placas pedindo respeito ao bairro residencial. Mais um ponto para Lima!

Onde comer em Lima

Peru é considerada uma Capital gastronômica e os peruanos se orgulham disso! Não é à toa. Frutos do mar frescos e de água gelada (faz toda diferença!), uma variedade enorme de legumes, raízes, frutas.

Eu já tinha escolhido e reservado antes de viajar alguns restaurantes que queria conhecer. Sim, tem que reservar! Tentei reservar o Astrid Y Gaston, não consegui, mas fomos no Casarão tentar a sorte e conseguimos almoçar no La Barra.

O La Barra é um dos restaurantes do Astrid y Gaston que fica dentro da Casa Moreyra (Av. Paz Soldán 290, San Isidro. Lima 27 – Peru), um casarão maravilhoso que têm 3 restaurantes dentro, La Barra, o Astrid y Gaston (+511 442-2774 labarra@astridygaston.com) onde são feitas as degustações (reserva muito antecipada) e o El Cielo (+511 442-2776 eventos@astridygaston.com), para eventos fechados. O cardápio do La Barra muda constantemente, funcionando de acordo com os produtos frescos que eles recebem diariamente no restaurante ou colhem do El Éden (o jardim em frente ao Casarão). Adoramos a comida e a apresentação. Pedimos vários pratos para compartilhar e vale a pena, pois dai experimentamos vários sabores!

O La Mar (Av. La Mar 770, Miraflores, Lima, Peru.+ 51 1 4213365 www.lamarcebicheria.com/lima) é mais um restaurante do famoso Gaston Acurio, com várias filias espalhadas pelo mundo como São Paulo, Miami e Santiago. Esse não precisa reservar, mas é bom chegar cedo para garantir lugar pois lota!

Fui ainda no Tanta (Calle Malecón de la Reserva 610, Miraflores. (511) 446 9357 http://www.tantaperu.com/), também do Acurio, que tem no Larcomar (e em outros lugares da cidade), todo envidraçado com vista para o mar. Muto bom!

Eu gostaria de ter ido no Central Restaurante (Santa Isabel 376 Miraflores Lima, Peru.
+51 1 2428515), mas impossível conseguir reserva com pelo menos 2 meses de antecedência e no Huacca Pucclana (General Borgoõ cdra. 8, Huaca Pucllana, Miraflores, Lima, Peru.
+ 51 1 445-4042 www.resthuacapucllana.com ), dentro de um sítio arqueológico, dizem que é lindo e muito bom!”

 

VIAGEM SURF PERU SECRETO compartilhada por Terence Schauffert

A mística Machu Picchu e a lenda do Cabitto de Totora, seria lá onde o Surf começou?

Sob a benção de Machu Picchu, entre o deserto do Sul do Peru e as águas geladas do Pacífico, existe uma lenda sobre o primeiro homem a surfar uma onda no planeta..

Há 5000 anos, em Chicama, onde nossa busca começou, o povo litorâneo era liderado por um Xamã. Nos rituais Xamânicos de iniciação a idade adulta, todo jovem de 16 anos era obrigado a entrar no mar de Chicama em condições extremas e conseguir sair sem ajuda de outros. Só assim se tornava homem, guerreiro.

Quem se recusava era forçada a tomar um chá alucinógeno e pular do penhasco “islitam”. Por ironia do destino, o mais jovem dos dois filhos do Xamã morria de medo do Deus Mar e se recusava a enfrentar a fúria de Chicama.

O Xamã buscou de todas as formas um meio de convencer seu filho a vencer o medo e construiu através de grande estudo, tecendo uma palha de junco que levara 90 dias para secar, algo entre uma prancha e uma canoa, que uma vez na água concebia uma flutuação segura.

 A lenda diz que o filho mais novo, ao estar retornando a praia, quase finalizando a iniciação, perdeu o remo e no intuito de avistá-lo no mar, ficou de pé no artefato. Por sua vez uma onda veio e impulsionou o jovem novo guerreiro… Sacramentando o inicio do surf… Nascia a lenda.

Alguns Havaianos a fim de tirar a história a limpo e não perder o posto na história trataram de averiguar esse mito de perto com a ajuda de um legitimo pesquisador. O resultado da pesquisa: Descobriram restos de uma tribo datados de 5000 anos e resquícios do junco dos tais Cabittos de Totora.

FREERIDERS, A BARCA PERUANA

Só um esporte de emoção visceral como o surf, é capaz de reunir pessoas com experiências e estilos de vida tão diversos, o psicólogo Zeca, o ator Cauã, o modelo Daniel, o alpinista Fabio, e o empresário Terence…

Destinos: Chicama, Pacasmayo e Talara.

Missão Final: El Hueco e Lobitos.

Depois de uma semana de risadas, água gelada, mitos&misticismo, perigo e muito surf, uma breve despedida no Rio de Janeiro deixava claro que um pedaço da gente agora ficou lá… Sob a benção de Macchu Picchu entre o deserto Sul do Peru e as águas geladas do pacifico. MAHALOS!!!