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Uma Catarina em Paris

BRASSERIE LAZARE #100 Dias em PARIS

Saudades de Uma Catarina em Paris?

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Aqui vai um lugar estratégico e mais contemporâneo  para almoçar como os franceses em Paris. Do tipo imperdível, anota aí:

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Inaugurada a pouco mais de um ano por Eric Frechon, premiado chef europeu, o restaurante foge em muito das tradicionais Brasseries, a começar pelo decor com pé direito alto e ambiente iluminado por janelas igualmente amplas. Mesmo se tratando de um resto dentro de uma das principais centrais de metro e trem de Paris, a Saint-Lazare, o grande diferencial, que segue tendências mundiais, é ter comida assinada e da melhor qualidade em uma vizinhaça nada glamourosa.

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O que me fez quase torcer o nariz, por se tratar de uma área não tão bem frequentada, muitas vezes com mendigos e bastante suja, mas o ponto é estratégico, fica bem central, perfeito para almoçar quando estiver batendo perna pela Laffayette, já que fica nos arredores e  na própria loja de departamento não tem nenhuma opção bacana. Não  é ali exatamente, mas dá até pra ir a pé, uns 15 minutos, pena que a área não é agradável para uma caminhada.

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Dica: Entre pela porta de vidro que dá pra rua, passarela inferior, foi o que fiz com a minha mãe, acho que dá uma impressão melhor, sem entrar pelo centro comercial.

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Lá dentro o ambiente é lindo, com um bar bem no meio do resto, mesas grandes e pequenas e até uma alta comunitária, o tipo de lugar para ir com muita gente, em dois ou até mesmo sozinho. Na crowd, poucos turistas, muita gente que trabalha por perto e em reuniões.

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O atendimento simpático e a comida uma delicia, confort food, com porções surpreendentementes enormes, a Paris mais atual e deliciosa que vi nos últimos tempos!! Daqueles lugares impossíveis de não gostar, voltei por várias vezes, levei minha mãe que voltou com meu pai e até mesmo meu namorado francês na época, sempre com o nariz parisiense torcido para todas a dicas com cara de modismos, acabou se rendendo. Voilá!

Ainda da Catarina em Paris – NA FRANÇA COMO OS FRANCESES. Mas Delete, se possível, o Manual

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Entre tantas revistas internacionais, me deparei com o relato de uma americana, que após ler Crianças Francesas Não Fazem Manha, viu sua passagem por Paris com seus filhos atormentada pela  auto-critica, o que logo se mostrou completamente revelador. De uma maneira contrária. Não tão diferente aconteceu comigo mesma. Nem tinha lido qualquer livro específico  que descreve as infindáveis maravilhas do estilo de vida das francesas, mas a praga da série com sotaque e biquinho me assombrava a cada livraria.

Pense que ao desembarcar no país das gostosuras gourmet, você precisa deletar da mente títulos injustos e revoltantes como Mulheres Francesas não Engordam. Mesmo sem sequer folhear a obra, você já presume o enredo de terror: mulheres lindas, magras que comem bem, não dispensam doces, bebem vinho, sentem prazer em estar ao redor de uma mesa e fazem três refeições ao dia.

Mas nada tinha me preparado para a realidade crua, vivida e degustada…

Foram quatro meses convivendo apenas com franceses, de diversas faixas etárias, da família, com avós, pais, irmãos aos amigos, alguns casados, alguns solteiros, novos, mais velhos e, a cada jantar, tudo ficava mais distorcido.

No começo minha comida era sempre entregue para o meu namorado ou algum amigo mais peso pesado, pra mim vinha uma salada sem que o garçom se preocupasse em errar. A cada pedido olhos tristes e revoltados com as minhas escolhas, todo o jantar uma contagem absurda de calorias, quase uma competição inversa, e não me refiro apenas as mulheres,não. Eram homens e mulheres unidos na mesma luta. Presenciei pedidos como peixe branco grelhado e legumes ao vapor, sem nem uma gota de azeite, voltarem para a cozinha pois o tal legume ao vapor brilhava um pouquinho. Com o passar do tempo fui compreendendo a língua e entendendo as perguntas que eram feitas para o meu namorado, se eu só comia isso ou aquilo de vez enquanto, se eu passava horas na ginastica ou se eu praticava bulimia, pasmem!!!

Sim, esqueça esse embuste dos best-sellers afrancesados que vagam pelo nosso consciente como fantasmas!

Pelo menos em Paris, os franceses são magros por que se controlam absurdamente, policiam uns aos outros e torcem a cara para todas as suas melhores invenções, legumes ao vapor esse sim é um prato legitimamente francês.  Se são felizes não sei, mas são magros!

ONDE COMER FRUTOS DO MAR FRESCOS EM PARIS

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Toda a vez que estava em Paris no Verão, passava em frente aos restaurantes de frutos do mar frescos e sentia um misto de curiosidade e aversão, uma certa advertência de estômago facilmente irritadiço. Não são poucos os restaurantes desse tipo em Paris, e como saber em qual confiar, se é realmente fresco, limpo, gostoso?! Mas agora, com um legítimo francês, venci o medo e me aventurei. Uma delicia de aventura!

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Com vocês, divido a dica: Le Bar a Huitres, uma rede na verdade, bem high-tec para um bar de ostras, cardápio em ipad com imagens animadas, neon no bar de gelo, tudo muito estranho e aparentemente para gringo ver. São quatro ao todo, eu fui no do 17ème, o ambiente era ótimo – bem aberto, iluminado, com terraço – o atendimento nem tanto, mas a diversão compensa. Sente-se no andar da rua e peça pelo prato de frutos do mar frescos. Os camarões grandes são divinos, os caramujos com a maionese feita na casa uma boa surpresa e as garras de king crab como sempre uma perdição, suje as mãos e delicie-se!

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FALAFEL GOURMET PARIS Miznon, direto de ISRAEL

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Bastou o Miznon, queridinho dos falafels em Tel Aviv, aterrizar no animado Marais, para virar hit instantâneo entre franceses e turistas. Já falei dele aqui, no roteiro de Israel, trata-se de um Falafel Gourmet e quase nada tem a ver com o original. Aqui a decor ficou mais padronizada, os legumes ainda estão lá decorando, mas o ambiente parece mais limpo e politicamente correto. Confesso que o de Israel é melhor, talvez ainda falta a mão, ou a mítica do lugar, mas pra quem não está de viagem marcada, vale experimentar por aqui.

A sugestão é a mesma, vá para o almoço, peça pelo Falafel Steak and Egg, acompanhado por uma couve-flor grelhada, que é a sensação da casa!! Outros acompanhamentos interessantes são alcachofra, aspargos e batada doce assada. Mais uma da Catarina em Paris, que segue conectada.

HOTEL EM PARIS – Hotel de NELL

Hoje, dica quentíssima da Catarina em Paris aqui, testado e aprovado por experts que tem na bagagem muitas e muitas viagens pra Cidade Luz: papis moderno Roberto e mamis crítica Graça. Sempre atentos a detalhes e novidades para o Felissimo Exclusive Hotel. Podem confiar!

HOTEL EM PARIS

O Hotel de Nell, membro do Design Hotels, escolha do viajante 2014 no TripAdviser e inaugurado a menos de um ano, tem como conceito o luxo discreto, chic e casual, que é sinônimo da França, aliado a um serviço de alta qualidade. Com suites modernas e amplas, banheiro interessantissimo e café da manhã com os pães mais maravilhosos de Paris. Se tudo isso não bastasse, a localização privilegiada, próxima a  l’Opéra Garnier, não deixa dúvidas.

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CURSO DE FRANCÊS NA FRANÇA

A Patricia Picoviski, avec unne affection particuliére

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Quando decidi passar #100dias em Paris, tinha entre poucas certezas, uma urgente: deveria aprender a língua. Obstáculo: um namorado francês que fala tão bem o Português, que até “ousa” me corrigir. Imagina eu arriscar assassinar a língua pátria dele?! A  favor, o meu lado esteta que sempre grita mais alto: francês é lindo demais.

Embora o Gary fale perfeitamente o português, para as outras relações/situações era extremamente necessário aprender, até por uma questão de educação e sobrevivência social. Mesmo que alguns amigos falem inglês e até seus avós, todos preferem conversar na sua língua quando estão em maioria. Sem falar na independência, porque fora do circuito turístico, não raramente, não se fala inglês.

Com esse foco, procuramos diversos cursos, dos mais conhecidos como Cultura Francesa, Sorbonne, à cursos e escolas menores. A Sorbonne tem realmente uma fama incrível, todos que fazem amam, mas seus planos são mais extensos e restritivos. Já Cultura Francesa, embora tenha boa reputação, a secretária mal conseguia conjugar os verbos (segundo o Gary), e ela estudou lá. Mas, eu ainda queria que fosse próximo de onde moramos, para poder ir e vir, sem ficar dependente, e que fosse um programa de mês a mês ou semanal, para fazer conforme a gente estivesse na cidade e tendo liberdade para viajar.

Depois de muito ponderar, optei pelo Institut de Langue Francaise, há 10min andando de casa, um curso de 10horas semanais, 2h todos os dias da semana, por dois meses, cada mês um nível diferente, após passar por um teste. São ao todo 5 níveis. Imagina a minha frustração ao saber que depois de 2 meses eu seria uma A2, ou seja, uma “survival”, como eles chamam. Frustração essa que se dissipou no fim do primeiro mês, quando tudo começa a fazer mais sentido, você já pode compreender, pelo mesmo 60% das conversas de francês para francês. Comparando um curso no Brasil com um na França, segundo minha professora, um estudante de 2 meses daqui tem o mesmo nível de um de 4 anos no Brasil. E se no Brasil, a média é 7 anos para se formar na língua, na França, para nacionalidades que derivam do latim feito a nossa, fica em torno de 6 meses.

Mas, observei que não diferente de todo o currículo escolar, o que faz toda a diferença é o professor. Antes desses dois meses, fiz na mesma escola um curso de 4horas particulares com uma professora diferente. Pensava que por ser particular, tivesse um  peso maior. Bem, minha professora era um amor, mas, talvez por ser muito nova, sem muita experiência em ensinar, não me serviu de muita coisa, e nesses dois meses passei por três professores, a minha, Patricia Picovski, e outros dois, repondo aula em horários diferentes. Daí pude ter uma melhor referência e perceber a sorte que tive.

Se eu puder dar um conselho apenas, peça pela Patricia, que tem 24 anos de ensino, por tanto muita experiência, uma energia entusiasmada e ama o que faz. Também não é preciso fazer 20h por semana, além de cansativo, e portanto pouco assimilativo, o programa é o mesmo, o que muda é a prática. E nada como praticar fora da sala, no taxi, no café, no bistro.. Indico o curso para qualquer um que goste da língua, mesmo que por uma única semana se for o caso, as aulas te mostram uma Paris diferente, você começa a perceber o Parisiense e seus costumes, e a fazer parte. O francês não é certamente a língua mais fácil, tudo que parece não é, mas vale a pena. Só comece do principio, sempre na primeira semana do mês, principalmente se for iniciante. Embora te permitam começar depois, muito conteúdo é passado e você pode ficar completamente perdido.

No curso se encontram múltiplas nacionalidades, mas o Brasil, no período que fiz, dominava com até 4 Brasileiros uma sala de 10. Na primeira semana usa-se muito  o inglês, depois vai diminuindo, até o ponto que quase não se fala, salvo por alguns momentos de pânico, rs. Mas não se desespere se o nível do inglês não for dos melhores, dicionários e tradutores estão aí para nos ajudar. E no fim, com vontade, Voilá… tudo flui.