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Uma Catarina em Paris

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BRASSERIE LAZARE #100 Dias em PARIS

Saudades de Uma Catarina em Paris?

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Aqui vai um lugar estratégico e mais contemporâneo  para almoçar como os franceses em Paris. Do tipo imperdível, anota aí:

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Inaugurada a pouco mais de um ano por Eric Frechon, premiado chef europeu, o restaurante foge em muito das tradicionais Brasseries, a começar pelo decor com pé direito alto e ambiente iluminado por janelas igualmente amplas. Mesmo se tratando de um resto dentro de uma das principais centrais de metro e trem de Paris, a Saint-Lazare, o grande diferencial, que segue tendências mundiais, é ter comida assinada e da melhor qualidade em uma vizinhaça nada glamourosa.

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O que me fez quase torcer o nariz, por se tratar de uma área não tão bem frequentada, muitas vezes com mendigos e bastante suja, mas o ponto é estratégico, fica bem central, perfeito para almoçar quando estiver batendo perna pela Laffayette, já que fica nos arredores e  na própria loja de departamento não tem nenhuma opção bacana. Não  é ali exatamente, mas dá até pra ir a pé, uns 15 minutos, pena que a área não é agradável para uma caminhada.

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Dica: Entre pela porta de vidro que dá pra rua, passarela inferior, foi o que fiz com a minha mãe, acho que dá uma impressão melhor, sem entrar pelo centro comercial.

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Lá dentro o ambiente é lindo, com um bar bem no meio do resto, mesas grandes e pequenas e até uma alta comunitária, o tipo de lugar para ir com muita gente, em dois ou até mesmo sozinho. Na crowd, poucos turistas, muita gente que trabalha por perto e em reuniões.

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O atendimento simpático e a comida uma delicia, confort food, com porções surpreendentementes enormes, a Paris mais atual e deliciosa que vi nos últimos tempos!! Daqueles lugares impossíveis de não gostar, voltei por várias vezes, levei minha mãe que voltou com meu pai e até mesmo meu namorado francês na época, sempre com o nariz parisiense torcido para todas a dicas com cara de modismos, acabou se rendendo. Voilá!

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Ainda da Catarina em Paris – NA FRANÇA COMO OS FRANCESES. Mas Delete, se possível, o Manual

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Entre tantas revistas internacionais, me deparei com o relato de uma americana, que após ler Crianças Francesas Não Fazem Manha, viu sua passagem por Paris com seus filhos atormentada pela  auto-critica, o que logo se mostrou completamente revelador. De uma maneira contrária. Não tão diferente aconteceu comigo mesma. Nem tinha lido qualquer livro específico  que descreve as infindáveis maravilhas do estilo de vida das francesas, mas a praga da série com sotaque e biquinho me assombrava a cada livraria.

Pense que ao desembarcar no país das gostosuras gourmet, você precisa deletar da mente títulos injustos e revoltantes como Mulheres Francesas não Engordam. Mesmo sem sequer folhear a obra, você já presume o enredo de terror: mulheres lindas, magras que comem bem, não dispensam doces, bebem vinho, sentem prazer em estar ao redor de uma mesa e fazem três refeições ao dia.

Mas nada tinha me preparado para a realidade crua, vivida e degustada…

Foram quatro meses convivendo apenas com franceses, de diversas faixas etárias, da família, com avós, pais, irmãos aos amigos, alguns casados, alguns solteiros, novos, mais velhos e, a cada jantar, tudo ficava mais distorcido.

No começo minha comida era sempre entregue para o meu namorado ou algum amigo mais peso pesado, pra mim vinha uma salada sem que o garçom se preocupasse em errar. A cada pedido olhos tristes e revoltados com as minhas escolhas, todo o jantar uma contagem absurda de calorias, quase uma competição inversa, e não me refiro apenas as mulheres,não. Eram homens e mulheres unidos na mesma luta. Presenciei pedidos como peixe branco grelhado e legumes ao vapor, sem nem uma gota de azeite, voltarem para a cozinha pois o tal legume ao vapor brilhava um pouquinho. Com o passar do tempo fui compreendendo a língua e entendendo as perguntas que eram feitas para o meu namorado, se eu só comia isso ou aquilo de vez enquanto, se eu passava horas na ginastica ou se eu praticava bulimia, pasmem!!!

Sim, esqueça esse embuste dos best-sellers afrancesados que vagam pelo nosso consciente como fantasmas!

Pelo menos em Paris, os franceses são magros por que se controlam absurdamente, policiam uns aos outros e torcem a cara para todas as suas melhores invenções, legumes ao vapor esse sim é um prato legitimamente francês.  Se são felizes não sei, mas são magros!

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ONDE COMER FRUTOS DO MAR FRESCOS EM PARIS

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Toda a vez que estava em Paris no Verão, passava em frente aos restaurantes de frutos do mar frescos e sentia um misto de curiosidade e aversão, uma certa advertência de estômago facilmente irritadiço. Não são poucos os restaurantes desse tipo em Paris, e como saber em qual confiar, se é realmente fresco, limpo, gostoso?! Mas agora, com um legítimo francês, venci o medo e me aventurei. Uma delicia de aventura!

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Com vocês, divido a dica: Le Bar a Huitres, uma rede na verdade, bem high-tec para um bar de ostras, cardápio em ipad com imagens animadas, neon no bar de gelo, tudo muito estranho e aparentemente para gringo ver. São quatro ao todo, eu fui no do 17ème, o ambiente era ótimo – bem aberto, iluminado, com terraço – o atendimento nem tanto, mas a diversão compensa. Sente-se no andar da rua e peça pelo prato de frutos do mar frescos. Os camarões grandes são divinos, os caramujos com a maionese feita na casa uma boa surpresa e as garras de king crab como sempre uma perdição, suje as mãos e delicie-se!

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FALAFEL GOURMET PARIS Miznon, direto de ISRAEL

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Bastou o Miznon, queridinho dos falafels em Tel Aviv, aterrizar no animado Marais, para virar hit instantâneo entre franceses e turistas. Já falei dele aqui, no roteiro de Israel, trata-se de um Falafel Gourmet e quase nada tem a ver com o original. Aqui a decor ficou mais padronizada, os legumes ainda estão lá decorando, mas o ambiente parece mais limpo e politicamente correto. Confesso que o de Israel é melhor, talvez ainda falta a mão, ou a mítica do lugar, mas pra quem não está de viagem marcada, vale experimentar por aqui.

A sugestão é a mesma, vá para o almoço, peça pelo Falafel Steak and Egg, acompanhado por uma couve-flor grelhada, que é a sensação da casa!! Outros acompanhamentos interessantes são alcachofra, aspargos e batada doce assada. Mais uma da Catarina em Paris, que segue conectada.

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HOTEL EM PARIS – Hotel de NELL

Hoje, dica quentíssima da Catarina em Paris aqui, testado e aprovado por experts que tem na bagagem muitas e muitas viagens pra Cidade Luz: papis moderno Roberto e mamis crítica Graça. Sempre atentos a detalhes e novidades para o Felissimo Exclusive Hotel. Podem confiar!

HOTEL EM PARIS

O Hotel de Nell, membro do Design Hotels, escolha do viajante 2014 no TripAdviser e inaugurado a menos de um ano, tem como conceito o luxo discreto, chic e casual, que é sinônimo da França, aliado a um serviço de alta qualidade. Com suites modernas e amplas, banheiro interessantissimo e café da manhã com os pães mais maravilhosos de Paris. Se tudo isso não bastasse, a localização privilegiada, próxima a  l’Opéra Garnier, não deixa dúvidas.

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CURSO DE FRANCÊS NA FRANÇA

A Patricia Picoviski, avec unne affection particuliére

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Quando decidi passar #100dias em Paris, tinha entre poucas certezas, uma urgente: deveria aprender a língua. Obstáculo: um namorado francês que fala tão bem o Português, que até “ousa” me corrigir. Imagina eu arriscar assassinar a língua pátria dele?! A  favor, o meu lado esteta que sempre grita mais alto: francês é lindo demais.

Embora o Gary fale perfeitamente o português, para as outras relações/situações era extremamente necessário aprender, até por uma questão de educação e sobrevivência social. Mesmo que alguns amigos falem inglês e até seus avós, todos preferem conversar na sua língua quando estão em maioria. Sem falar na independência, porque fora do circuito turístico, não raramente, não se fala inglês.

Com esse foco, procuramos diversos cursos, dos mais conhecidos como Cultura Francesa, Sorbonne, à cursos e escolas menores. A Sorbonne tem realmente uma fama incrível, todos que fazem amam, mas seus planos são mais extensos e restritivos. Já Cultura Francesa, embora tenha boa reputação, a secretária mal conseguia conjugar os verbos (segundo o Gary), e ela estudou lá. Mas, eu ainda queria que fosse próximo de onde moramos, para poder ir e vir, sem ficar dependente, e que fosse um programa de mês a mês ou semanal, para fazer conforme a gente estivesse na cidade e tendo liberdade para viajar.

Depois de muito ponderar, optei pelo Institut de Langue Francaise, há 10min andando de casa, um curso de 10horas semanais, 2h todos os dias da semana, por dois meses, cada mês um nível diferente, após passar por um teste. São ao todo 5 níveis. Imagina a minha frustração ao saber que depois de 2 meses eu seria uma A2, ou seja, uma “survival”, como eles chamam. Frustração essa que se dissipou no fim do primeiro mês, quando tudo começa a fazer mais sentido, você já pode compreender, pelo mesmo 60% das conversas de francês para francês. Comparando um curso no Brasil com um na França, segundo minha professora, um estudante de 2 meses daqui tem o mesmo nível de um de 4 anos no Brasil. E se no Brasil, a média é 7 anos para se formar na língua, na França, para nacionalidades que derivam do latim feito a nossa, fica em torno de 6 meses.

Mas, observei que não diferente de todo o currículo escolar, o que faz toda a diferença é o professor. Antes desses dois meses, fiz na mesma escola um curso de 4horas particulares com uma professora diferente. Pensava que por ser particular, tivesse um  peso maior. Bem, minha professora era um amor, mas, talvez por ser muito nova, sem muita experiência em ensinar, não me serviu de muita coisa, e nesses dois meses passei por três professores, a minha, Patricia Picovski, e outros dois, repondo aula em horários diferentes. Daí pude ter uma melhor referência e perceber a sorte que tive.

Se eu puder dar um conselho apenas, peça pela Patricia, que tem 24 anos de ensino, por tanto muita experiência, uma energia entusiasmada e ama o que faz. Também não é preciso fazer 20h por semana, além de cansativo, e portanto pouco assimilativo, o programa é o mesmo, o que muda é a prática. E nada como praticar fora da sala, no taxi, no café, no bistro.. Indico o curso para qualquer um que goste da língua, mesmo que por uma única semana se for o caso, as aulas te mostram uma Paris diferente, você começa a perceber o Parisiense e seus costumes, e a fazer parte. O francês não é certamente a língua mais fácil, tudo que parece não é, mas vale a pena. Só comece do principio, sempre na primeira semana do mês, principalmente se for iniciante. Embora te permitam começar depois, muito conteúdo é passado e você pode ficar completamente perdido.

No curso se encontram múltiplas nacionalidades, mas o Brasil, no período que fiz, dominava com até 4 Brasileiros uma sala de 10. Na primeira semana usa-se muito  o inglês, depois vai diminuindo, até o ponto que quase não se fala, salvo por alguns momentos de pânico, rs. Mas não se desespere se o nível do inglês não for dos melhores, dicionários e tradutores estão aí para nos ajudar. E no fim, com vontade, Voilá… tudo flui.

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Dicas Paris – KIDS TOY STORES Onde Comprar Brinquedos Originais : RUE DE LEVIS #100diasemparis

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Sou fã dos jogos que exploram a criatividade das crianças, brinquedos lúdicos, com design, mais emocionais, daqueles para não esquecer, nem se desfazer. Brinquedos prontos para participar do imaginário das crianças. E Paris tem as melhores lojas desse tipo, esqueça a obvia loja da Disney no Champs Elyses e se permita encontrar o personagem mitológico preferido do seu pequeno, o fantoche príncipe nada igual àqueles com cara engessada dos contos de fadas atuais, ou o kit para tornar sua pequena uma estilista. Super cool!!

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Há diversas lojas como essas pela cidade, todas pequenas, um convite à fantasia. Mas indico uma rua (Rue de Levis) fora do circuito shopturista, que talvez valha a pena dar uma passada, já que não é longe e só nessa rua a gente encontra três dessas lojas pra conhecer:

  • Viens Jouer a lá Maison – Loja de brinquedos, jogos e artigos decorativos para festinhas, com interação para os pequenos, no numero 84, e com outros endereços na cidade.
  • Les Marchands de Juguetes – Loja de brinquedos, com kits faça você mesmo, miniaturas e muita coisa original, quase em frente, no numero 83.
  • La Librairie des Enfants – Isso mesmo, uma livraria só para eles, no numero 89.
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HotSpot Das NOITES DE VERÃO EM PARIS: Terraço Do Le Saut Du Loup

Le Saut Du Loup Paris
O Verão chega em Paris e com ele, as mil e uma listas de terraços do momento para se estar, pipocando nas mais diversas publicações. O restaurante Le Saut Du Loup é nome constante em grande parte das que interessam. E não poderia ser diferente, dada a localização privilegiada de seu terraço, no meio do Jardin Des Tuileries, com a pirâmide do Louvre de fundo e a Torre Eiffel em frente. Como se tudo isso já não fosse suficiente, suas mesas e ombrelones em meio ao jardim, no verão, desde o ano passado, as quintas ganham reforço de um bar e DJ.

Chegue por volta das 21:30, quando o sol começa a se por, muitos ainda estão fazendo picnic nos gramados, se exercitando, os cachorros brincando, outros já estão com suas taças de champagne em punho em frente ao bar, enquanto turmas de amigos tomam seus roses nas mesinhas laterais.. A turma é eclética, turistas desavisados, jovens paquerando, alguns se mostrando, muita gente bonita. A noite cai, o som aumenta, os postes municipais são encapados e a pista anima… Meia-noite já é festa, e a política da porta mais restrita. Não vá para jantar, a comida não é o ponto forte, opte pelo Costes que fica bem pertinho.

107, Rue de Rivoli (Entrada pelo Museu Arts Décoratifs)

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100 DIAS EM PARIS – 14 de Julho FÊTE NATIONALE

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Um dia de muita vibração por aqui, é 14 de julho, dia da França comemorar a Fête Nationale. Feriado nacional festejado em Paris com um desfile militar pela manhã na Avenida Champs Elysées – o espetáculo é lindo, com acrobacias aéreas, saltos de paraquedas, cavalos, tanques e autoridades nacionais e internacionais. E, o momento mais aguardado chega à noite, com a  “maguinifique” queima de fogos na Torre Eiffel, a maior do ano.

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Na programação de 2014, teremos  concerto a partir das  21h, dirigido pela Orquestra Nacional da França, com a participação do Coro de Paris, e presença de cantores líricos internacionais, como Natalie Dessay, Anna Netrebko, Olga Peretyatko, Elìna Garanèa, Piotr Beczala, Juan Diego Flórez e Laurent Naori. E para encerrar, as 23h, o grand finale: trinta minutos de fogos na torre.

Parece mágico, mas os franceses, embora não comentem sobre outra coisa nesses últimos dias, nem passam perto do Trocadero neste momento. Aparentemente é como estar na Praia de Copacabana as 11h59 do réveillon. Uma sinergia coletiva que espanta quem panica com multidões. Mas a boa noticia é que são fogos, altos,  e você pode ver de vários outros locais de Paris… tão ou até mais encantador.

Se você está em Paris, ou estiver aqui para outros 14 de julho, o V+A preparou duas listas, uma para ver os fogos em grande estilo, com um jantar especial em um top resto e outra mais pé no chão, de algum ponto estratégico da cidade. Vem com a Catarina em Paris:

TOP 3 RESTOS COM VISTA PARA A TORRE EIFFEL

TOP1 – Monsieur Bleu

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Meu preferido, além da localização ideal, no Palais de Tokyo, a margem do rio Sena em frente a Torre Eiffel. O ambiente é lindo, decor impecável, um dos hotspots do momento e o público interessante. Faça reserva, se estiver a dois, peça pela pequena mesa na janela de vidro, super romântica.

TOP2 –  Les Ombres

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Restaurante no rooftop do Musee du Quai Branly com uma vista extraordinária da Torre Eilfel, como se ela estivesse no jardim do museu. Faça reserva, se o tempo ajudar, especialmente hoje, sente-se na área externa e jante com os fogos sobre você.

TOP3 – La Maison Blanche

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Já foi um dos restos mais badalados de Paris, continua com a comida excelente e com uma das vistas mais lindas do Sena, e a torre mais de lado, vista que quase todas as mesas apreciam devido a parede envidraçada, mas a Torre em si é melhor vista do terraço, que essa época do ano costuma estar aberto. (Na minha opinião, o publico não é mais o mesmo nem a manutenção das melhores, mas é charmoso ainda assim).

TOP 3 PONTOS ESTRATÉGICOS

TOP1 – Pont Neuf

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Enquanto a cidade se volta para a majestosa Torre Eiffel, volte-se para a Notre Dame iluminada por trás pelos fogos.

TOP2 – Pont des Arts

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Sim, ali onde ficam todos os cadeados dos corações apaixonados, a ponte que é puro romance, ainda mais especial nessa noite.

TOP3 – Ponte d’Alma

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A ponte mais próxima, ali do lado da torre, ponto estratégico, e ,por isso mesmo, muito concorrido. Chegue cedo.

OUTRA TRADIÇÃO

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Para os mais assanhados, Paris guarda uma outra tradição para a data: são os bailes dos bombeiros. Em cada bairro, as casernas organizam festas animadíssimas que começam as 21h e terminam de madrugada. E, dentre os costumes locais, os bombeiros fazem sempre strip tease! Nesse caso indico a de St. Germain, 11 rue du Vieux Colombier.

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PROGRAMA DO FINDI EM PARIS – MERCADO DE PULGAS E MA COCOTTE

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Sempre tive vontade de conhecer o Mercado de Pulgas de Paris, mas com as viagens no geral curtas, ou não tão longas quanto as grandes cidades exigem, esse passeio acabava ficando de lado. Agora, com mais tempo, finalmente consegui conhecer o que se fazia tão presente no meu imaginário… e adorei o programa!

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Se você gosta de antiguidade, historia e/ou design, reserve um dia para ir. Não sou tanto da coisa antiga com cara da casa da vovó, mas se você pensa que vai encontrar isso, está muito enganado. E diferente do que se imagina, vi muito homem curtindo o programa também. Impressionante o que há de moveis antigos, que são super atuais e, até mesmo,  modernos.

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O mercado na verdade fica na rua central de uma vilinha, subúrbio próxima de Paris, SAINT OUEN. Esse é o maior Mercado de Pulgas daqui, e nessa rua há vários mercados, separados por estilo, período, seguimento, dá para conhecer vários, mas não deixe de ir no PAUL BERT, o mais chic deles. É incrível o que você pode encontrar por lá… móveis  assinados, faqueiros completos em prata pura, jogos de copos Baccarat, baús Louis Vuitton, bolsas e relógios vintages. Não, ele não é barato, é antiguidade, com linhagem, estirpe e história e, talvez por isso, tão interessante pra mim.

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DICA V+A:

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Quando terminar o passeio, sente-se em uma das mesas do terraço ou rooftop do restaurante MA COCOTTE, do lado do Paul Bert, com decor assinado por Philippe Starck, para um almoço no sol, um cafezinho ou um rose geladinho, enquanto vê turistas e a eclética fauna local passar.

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A primeira vez que fui no restaurante, bastante comentado, era noite, com tudo fechado não entendia por que alguém faria um resto ali, nada central e em uma área aparentemente sem atrativo, não me admirei que estivesse meio vazio, isso, até ver a cena completa, compreender o espirito e dobradinha.  Se for para o almoço é melhor reservar, já que o programa nas tardes do fim de semana é concorrido.

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O mercado completo abre sábado e domingo das 10h as 18h no verão e no inverno até as 17h. Só vá se o tempo estiver bom, de sol a nublado, muitos espaços são ao ar livre.

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PARIS Saudável Twenty Peas – Onde os Franceses Comem no Dia a Dia

Com a febre dos BIOs por aqui, e a proximidade da temporada de biquíni, muitas foram as dicas frustradas que testei de restos mais saudáveis (ainda vou fazer um especial sobre as dicas furadas de grandes publicações, prometo!). Mas, tem um especial, frequentado pelos franceses para um almoço rápido e leve durante a semana, que virou meu queridinho.

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TWENTY PEAS é um resto pequeno, de comida saudável, próximo a Saint Lazare, no arrondissement 8, com estilo Shabby Chic e fila de segunda a sexta. Apressadinhos a trabalho se amontoam em seu balcão para levar algumas das suas saborosas saladas, enquanto outros sortudos se agarram as poucas mesas que há. O sistema é simples, todos os dias tem 6 saladas diferentes (não provei uma sequer ruim), 2 opções de proteínas, 4 tortas salgadas geralmente de legumes, 1 sanduiche estilo wrap, 1 smoothie e algumas opções de sobremesas deliciosas e caseiras, com e sem glutem, provei o Cheese Cake com calda de abacaxi que era divino. É bom chegar cedo, lá pelas duas da tarde, muitas opções já acabaram.

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Preço médio por pessoa 10-15 euros

59 Rue Des Mathurin

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WHERE FRENCH PEOPLE EAT – O Restaurante Francês dos Franceses

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Cansado dos restos da moda, para ver/ser visto, onde a comida e o atendimento é o que menos importa? Sem estômago para os turísticos que são a maior enganação? Querendo ouvir só francês e se sentir perto da elegante sociedade francesa? Seu restaurante é o tradicional Chez Les Anges (para quem conhece, ele é uma espécie de Chez Raymond daqui). Nasceu em 1952, trocou de dono em 1982, e foi reformado em 2011. O ambiente que acabei de conhecer é atual e elegante. Seguindo o perfil dos fregueses, na maioria franceses bem nascidos, burgueses do 7 Arrondissement. A diferença?! Todos estão falando baixo, pode-se ouvir a música de fundo baixinha, o atendimento é impecável, mas o grande ponto alto pra mim, sem dúvida, é a comida fresca, saborosa e igualmente elegante.

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Fomos no aniversario do Gary com a família, fizemos o menu sugerido com entrada, prato principal e sobremesa a 35e. Minha entrada era legumes ao limão (não torce o nariz, cherie, que aqui o verão já tá na porta…), mas tudo veio com um sabor, um tempero impossível, daqueles que te fazem querer voltar. E olha  que não sou conhecida por gostar de legumes. O carpaccio de peixe branco do Gary também era inexplicável. De prato principal, pedi a galinha com berinjela ao mel, Gary foi de ovelha, tudo saborosíssimo… E até mesmo a seleção de frutas  salpicada com flores, era linda  e deliciosa! Não existe comparação com o gosto da tradição.

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54,Boulevard De La Tour-maubourgParis 7.

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DICA PARIS DECOR STORE: CONRAN SHOP

Há algum tempo sou fã do designer britânico Terence Conran. Desde que me deparei com um de seus livros em uma livraria de Milão, nada mais dele me passa despercebido, como o The Boundary em Shoreditch, Londres, com seu Rooftop concorrido, restaurante, hotel, bakery e mercearia (leia mais em: http://www.vickyale.com.br/2013/08/londres-particular-2013/).

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E claro, suas lojas, Conran Shop. Aqui em Paris,  tem uma pertinho do Le Bom MarchÉ (leia mais em: http://www.vickyale.com.br/2014/01/le-bon-marche-a-loja-dos-franceses/). São três andares, com tudo que você precisa “urgentemente” para a vida urbana! No térreo móveis, objetos, goumandices, livros; no mezanino linha banho, cozinha, área de serviço; e no subsolo papelaria e univerno kids. O visual merchandising é incrível, cheio de detalhes e estilo, o único problema é não poder levar tudo.

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Dica V+A: Troque a exaustiva área da Lafayette (embora tenha o melhor atendimento, diga-se de passagem) e Printemps (as melhores vitrines) invadida por nós Brasileiros e Asiáticos, por um passeio nessa área menos turística, mas, ainda assim, tão ou mais interessante. Comece pelo Conran Shop, siga para a Zara em frente ao Le Bon Marché, sempre com mais opçōes do  que suas irmãs das zonas comerciais, faça uma parada estratégica no La Grand Epicerie de Paris, espaço gourmet do Le Bom Marché, no prédio ao lado, mais precisamente no balcão do despretensioso e saboroso Trufe Artisan, e em seguida, se perca na seleção ultra-parisiense do Le Bon Marché.

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A NOITE EM PARIS – Paris by Night

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Vocês mandam, eu posto. Tá certo,  todos gostam de saber os achados da Catarina em Paris, onde comer, onde comprar, o que fazer, faça chuva ou sol… Mas, para uma grande parcela de viajantes ávidos por curtição e integração, que importa mesmo é saber onde ir quando a meia-noite se aproxima…  Para esses, notívagos festivos, dedico o post desta sexta. A noite aqui não é muito mutável e provavelmente muitos de vocês já sabem desses lugares, outro até já leram sobre alguns deles aqui.. Mas são eles que ainda fazem as noites esquentarem:

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  • Le Carmen, uma casa com arquitetura imponente e rococó onde Bizet escreveu sua famosa opera Carmem. Mantida como se fosse uma casa ainda, com diferentes ambientes, uma cama em um deles, sala e um pequeno bar, um publico moderninho e uma vibe interessante.
  • Club Silencio, um dos meus preferidos! O bar é lindo, os drinks ótimos e um publico seleto e eclético, de diferentes idades, estilos, gêneros.
  • Le Montana, certamente o clube mais disputado de Paris, pequeno, com decor sofisticada e crowd seleta. A lista das mais vips com artistas e festas fashionistas,  staff e púbico blasé. Sem nome na lista ou conexão com alguem nos bastidores, passar pela porta é difícil. “Mas, ei, não é a Scarlett Johansson que acaba de entrar?” Acho que vale  encarar o risco de ser barrado.
  • Le Baron, do mesmo dono do Le Montana, e nas mesmas proporções, pequeno e com uma politica de porta restrita, tem o ambiente mais pro estilo inferninho e uma vibe mais dançante, o publico é formado por jet setters e fashionistas.
  • Le YoYo, no subsolo do Palais de Tokyo, modernoso e descolex, ambiente amplo como um grande galpão sem muito decor, apenas algumas pichações e decor temática dependendo da festa, publico mais fashionista e jovem.
  • Chez Raspoutine, com decor pesada, mantendo a historia do local, antes um bordel, depois um club cabaré bem conhecido e agora boite VIP popular entre modelos, bilionários e pessoal da moda. O lugar começa como restaurante pra depois animar e vira boate. Dica V+A: Para a incerta door policy, vale reservar uma mesa ou chegar por volta de 10:00 para o jantar.

Dica INSIDER  Catarina em Paris: Maison Bagatelle

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Quando o verão chega, assim como acontece em diversas cidades mundo afora, especialmente grandes metrópoles, a cena muda.  Parisienses cansados dos ambientes fechados e dos mesmos lugares, querendo respirar ar puro e aproveitar a euforia do verão, vão ao Bagatelle. Não, não pense no Bagatelle de New York, St. Tropez e São Paulo. Esse veio primeiro: uma antiga casa de caça do século 18, parte do Castelo de Bagatelle, em seu famoso jardim, o restaurante que durante o verão dá vida às festas mais concorridas. Tudo bem, não fica exatamente em Paris, mas duvido que você perceba, já que o percurso não passa de 10min, a cidadezinha é Nelly Sur Seine, um dos melhores subúrbios de Paris, a cara da aristrocracia.

A festa chamada de Maison Bagatelle é o Jardim Secreto de Paris, todas as sextas e sábados de Maio a Setembro, ao ar livre, com as grandes arvores que cercam a pista, o bar e as mesas, iluminadas de pink,  um publico formado de modelos e socialites animadas, algumas fantasias bem-humoradas e muitos gatos e gatas…o jardim pega fogo e a paquera rola forte.

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PARIS GLUTEN-FREE NO GLU

No Glu

Sim, existe vida sem glúten na terra do croissant. E para espanto dos defensores do pãozinho básico, que torcem o nariz para os radicais que mesmo não intolerantes ao glutén decidiram decretá-lo inimigo da esbeltice, ela pode ser muito charmosa e deliciosa.

O pequeno notável NoGlu fica em uma galeria coberta, a Galerie des Panoramas, ponto turistico, embora o arrondisment 10 não tenha tantos atrativos. Como não pega sol, deixaria para ir num dia não tão bonito, para um café da manhã, brunch ou almoço, todos os dias das 12h às 15h ,exceto aos domingos que fecha.

No andar de baixo uma pâtisserie,  uma pâtissertie em Paris sem glutén continua sendo uma patisserie com sotaque e sabor franceses, viu? Os tempos são outros e  mais inclusivos. No andar de cima, restô com poucas mesinhas, atendimento jovem e aconchegante. Surpresa para a control freak catarina: tudo estava muito bom, os pães perfeitos, doces com gosto, opções interessantes no cardápio, que eles disponibilizam todos os dias no face deles, para quem quer evitar surpresas. E ai a gente ainda pode levar para casa, tanto os pães, alguns tipos de produtos da cozinha sem gluten como farinhas e até livros de receitas. (Outro lugar que ouço falar, 100% gluten free ou sans-gluten é o Helmut Newcake, mas ainda não experimentei)