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Uma Catarina em Salvador

EMBARQUE IMEDIATO Uma Catarina em Salvador

UMA CATARINA EM SALVADOR – Parte Final

Espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu curti relembrar. Quando forem para lá, é só procurar no link lugares e todas as dicas dessa semana estarão lá juntas. Boa viagem!

TOUR CULTURAL EM SALVADOR

PELOURINHO, com visita guiada por especialistas em turismo afro-baiano. Já tinha subido várias vezes no Pelo, mas com o guia Moises
Pinheiro da Lilas Viagem e Turismo (071-34506133) foi ainda mais interessante, outra perspectiva (e sem pedintes&vendedores chateando). Se você curte história, não deixe de agendar uma tarde, nublada de preferência, para conhecer esse patrimônio cultural, início do Brasil. Apesar de relaxado e tratado com descaso, é um lugar único de energia especial. Aproveite para se surpreender com o passado das Igrejas, se arrepiar na apresentação do Olodum, relaxar com um drink no bar do hotel Convento do Carmo, participar da missa da Igreja Nossa Senhora Rosário dos Pretos, que mistura ritos católicos com músicas afro-baianas e sentir o singular sincretismo dessa terra. Depois jante ao ar livre no Figa, um dos melhores e mais simpáticos italianos da cidade, observando o vai e vem dos turistas.

PALACETE DAS ARTES, Salvador tem acervos de importância cultural indiscutível, que agrada em cheio quem gosta de história e arte. Tive a oportunidade de ver a exposição Auguste Rodin, que fica até esse ano nesse casarão charmoso do início do Sec. XX. Sempre tem uma programação bacana de mostras de artistas contemporâneos. Vi obras gigantescas e impactantes do Tunga com o Nic que nos causaram espanto. E uma inesquecível mostra de Frans Krajcberg com a Vicky. Uma delícia depois fazer um lanche no moderno café em meio ao jardim do Palacete

MAM (Museu de Arte Moderna), no Solar do Unhão com uma das mais belas vistas da cidade, um acervo de mais de 1000 obras de arte moderna e o parque das Esculturas, o MAM é parada obrigatória. Vá no sábado à tarde, faça uma pausa no Solar Café e fique para o Jam no Mam, que começa às 18hs. Um happy hour cultural musical descontraído que tem tudo a ver com Salvador.

À caminho do inevitável Mercado Modelo, passe pelo Corredor da Vitória, a rua arborizada, cheia de casarões históricos com os edifícios mais disputados de SSA (Ivetinha mora aqui).

Já lá embaixo na avenida contorno, aprecie a arquitetura do PORTO Trapiche Residence, projeto incrível com lofts e apartamentos que parece
flutuar na Baia de Todos os Santos. Pare na igreja mais bonita da cidade, na minha opinião, a Igreja da Conceição da Praia (Iemanjá). Construída ao longo de 80 anos em pedra-sabão.

Checar a programação do TCA, Teatro Castro Alves, palco de espetáculos importantes e shows musicais famosos.

ARTE NA PAISAGEM: impossível ficar indiferente com as imensas esculturas dos Orixás do Dique do Tororó do artista Tati Moreno e as sexy-alegres “gordinhas de Olinda”, que representam as 3 raças brasileiras: negra, branca e índia.

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UMA CATARINA EM SALVADOR – parte 2

Salvador é uma cidade que a toda hora contraria nosso senso comum. Baianos são calmos? Não. O transito é a maior prova da agitação baiana.
Eles são leves e irreverentes? Sim, não sofrem por antecipação não. Mas se você falar algo que possa ser considerado uma ofensa pessoal, aí, prepare-se… Você vai entender de onde saiu a expressão: “rodar a baiana”.

Aprendi um termo que levei comigo para o Sul: “Não dê ousadia”. Ou seja, não deixe ninguém invadir o seu território. Mas o engraçado é que se você deixar o baiano toma conta da sua vida. Te pega pela mão e diz onde você deve ir… e tal. Não poderia ser diferente para um povo que adora gente, conversar, trocar experiências, interagir.

Não sei se a máxima que diz que baiano não nasce, estreia, é verdadeira. Mas que todo ele tem um talento além do trabalho normal, ah, tem.
Seja um remelexo diferente, uma voz, um dom para cozinhar, para contar historias, para fazer rir. Tai um lugar que merece mais tempo para a gente
compreender e aprender a curtir mais a vida.

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UMA CATARINA EM SALVADOR – Parte 1

Passei um ano completamente diferente da minha vida entre 2010 e 2011. Me mudei com filho pequeno pra Salvador, acompanhando meu marido em um importante desafio profissional. E sem prazo bem definido para voltar.

Angustiados foram os primeiros meses – ele já lá, nós cá – para ajeitar meu negócio por aqui e lidar com a mudança.

A primeira impressão de Salvador, ressaqueada logo depois do fim do Carnaval, não ajudou muito também. Mas ao me mudar mesmo, pratiquei o desapego e embarquei na aventura de não ser uma observadora apenas, mas alguém disposta a sentir a aprender com as diferenças nada sutis de outra cultura.

Logo, logo o tempero e irreverência baianas me conquistaram e fizeram desse tempo uma das experiências mais enriquecedoras das nossas vidas
até agora. O melhor de tudo?  A oportunidade de conhecer com mais intimidade uma pessoa sensacional, a Patrícia, prima do Pupa, meu marido e a grande sorte de fazer duas grandes amigas, casadas com homens igualmente bacanas, que não só me mostraram sua cidade natal como também me acolheram com o que de mais essencial uma amizade pode conter. Sandy Najar e Raquel Casagrande, obrigada! Salvador é um lugar ainda mais interessante por causa de vocês, baianas azeitadas.

O blog dessa semana faz um especial sobre SALVADOR. Peguem o primeiro avião ou guardem essas dicas, mas reservem pelo menos 5 dias para que um pouco do espírito baiano baixe em vocês.