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Diário de Uma Insana Compradora de Moda

Diário de Uma Insana Compradora de Moda MODA AGORA

DIÁRIO DE UMA INSANA COMPRADORA DE MODA Closer to Your Closet

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Basta uma festa de aniversário na família, para abalar os volúveis alicerces do closet feminino e nos despir de qualquer vestígio de imunidade diante da síndrome do vazio do look.

Não faz diferença se  somos 3 estilos diferentes de mulheres e consumidoras de moda: depois de provar e provar e provar, somos todas reduzidas a hashtag aslokadoluki.

A pergunta que nunca se conclui “Com que roupa eu vou?”  é apenas a ponta do gigante iceberg de insondáveis desejos e humores que (des) norteiam o coração fashionista.

Com montações eleitas na véspera ou na hora, ao calor do mood, do momento ou do tormento – no exercício do styling de improviso.

Sei porque você deve estar arqueando a sombrancelha …  “Quanto mais opção, mais indecisão…”

A verdade não é tão simplória assim. Precisamos de roupas. Fato.. O que atrapalha é o impossível equiíbrio entre RealidadexExpectativa.

Precisamos de roupas que são sonhos, beleza, uma postura, que honrem uma das obras-primas divinas – o corpo humano, e, ainda assim, expressem sua alma. E como é expressiva a múltipla alma feminina.

Como disse Freud, um pouco de fantasia é indispensável para tornar o cotidiano mais agradável. Acredito que o pai da psicanálise, elaboraria uma teoria implacável sobre o complexo fascínio exercido por uma roupa nova se vivesse nesses tempos, afinal vestir-se é desnudar mais do que nossa vã filosofia é capaz de revelar.

Diário de Uma Insana Compradora de Moda MODA AGORA

Empresas de Mídia ou de Moda?

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De São Paulo, epicentro da moda nacional, onde quem quer fincar sua bandeira no mercado brasileiro tem que inevitavelmente migrar, nem que seja por algumas semanas conturbadas durante essa época de showrooms, reservo um tempo para organizar impressões.

Quem fala aqui não é uma teórica, nem crítica especializada, mas alguém que acompanha a evolução da moda brasileira desde pequena como meio de pagar as contas materiais da existência e vive de selecionar conceito de qualidade, que seja desejável e usável. Ser conceitual e comercial, duas coisas que grande parte das empresas almejam.

Estamos na era da web, dos fenômenos surreais e como compradora e vendedora, junto a uma apaixonada equipe, somos bombardeadas diariamente por combinações alçadas ao status de looks de estilo, com muito ou sem mérito algum – Salve Heleninha, Lala e Vicky – blogueiras que, mesmo não imunes a erros, impõem uma estética pessoal. A grande maioria hoje que é referência dita consumo e não tendência.

Agora, entro pela primeira vez em terreno minado, e antes lembro vocês, que expresso minha opinião pessoal. Este é um espaço dedicado ao belo, ao que nos move e o foco é exaltar o lado bom do que nosso olhar captura. Mas, existem momentos de espanto inescapáveis e que a gente se questiona de que forma se cria uma ilusão de sofisticação endossada por renomados veículos da midia.

Pesquisando no shopping JK ontem, entrei na loja de Pat Bo e Patricia Bonaldi, que conheci pessoalmente vendendo em uma feira de moda alguns anos atrás. Na época, como continua sendo na maioria da marcas especializadas em roupas de festas,entre mais de 50 modelos, apenas 3 fizeram meu coração disparar. Menos de 5 anos se passaram e o nome de Patricia Bonaldi explodiu como must have para brilhar e monopolizar o flash em vestidos bordados. Os preços acompanharam essa explosão midiática.

Quanto a roupa, me espantei por não ter observado relevantes mudanças. A maioria continua sendo over e de gosto duvidoso. Talvez você até tenha um deslumbrante vestido Patricia Bonaldi no closet, porque tem faro fino pra detectar o verdadeiro brilhante. Mas, essa é uma zona extremamente  perigosa, onde uma etiqueta famosa e muito $$$$$ não impede escorregão  nem tombo feio. Atenção e cuidado, nem sempre o que é endeusado em revistas e divado no insta merece pertencer ao seu armário.