A VERDADE DESPIDA E CRUA

A INSUSTENTÁVEL IRRELEVANCIA DO SER

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Como um surto ególatra desses tempos “posto logo existo” ainda mais contagioso depois do advento das facilidades instagramicas, até as mentes mais firmes ora sucumbem a eternizar e compartilhar a semgracisse da banalidade cotidiana. Se isso era para ser um tipo de agenda pessoal, uma pré-historica lembrança me sacode certa de que quando existia diário, somente acontecimentos e sentimentos surpreendentes eram dignos de nota.

Tecle o primeiro “grito”, quem nunca se rendeu a postar um momento insignificante da existência ou curtiu alguma bobagem apenas para ser simpático ou solidário. Vergonhas alheias de lado, ninguém esta a salvo. Se você não se encaixa, ou é o rei do cool e não faz parte de nenhuma mídia social ou ainda lembra de uma parte da sua vida onde o celular era coisa de ficção e filme de James Bond. No caso do segundo, não ouse se manifestar.

Ainda estranha as milhares de curtidas das fotos idiotas de gente famosa? Tenta ligar os pontos, mas nem justificando como fenômeno de massa consegue entender a epidêmica popularidade de certos “ninguéns”? Acha constrangedor perceber que aquela conhecida comprou seguidores fantasmas, mas não sabe se isso é o cumulo da carência ou uma fraude oportunista? Desistiu de encontrar qualquer sentido quando o post de pão de queijo mordido por uma top blogger fashion ganhou mais de 7000 “likes? Não há saída mesmo: você é praticamente igual aquela sobrevivente do filme original Invasores de Corpos. Pelo menos é assim que você deve se sentir, ao ver seu amigo ou a própria mãe, tirando foto de um sanduba para oferecer(!?) na net. Não seja tão inflexível, afinal quem não curti um sanduíche? Pensando em seu isolamento (e para que você não se sinta um ponto fora da curva a ser estudado por psi-sociologos), a gente encontrou um cara que também ainda estranha esses novos comportamentos sociais virtuais. O bom é que uma coisa nunca muda: rir continua sendo o melhor remédio.

FACEBOOK

“Hoje comi uma pera”, escreveu um amigo no facebook. Procurei a continuação da história: talvez aquela pera tenha detonado no meu amigo sensações organolépticas tão intensas que eu iria testemunhar o nascimento de um novo proust. Mas não, era só isso: Dudu tinha comido uma pera. Pensei: será que meu amigo esta surtando, ficou maluco por peras? Mas quando vi que varias pessoas tinham curtido a pêra do Dudu e uma delas ainda acrescentou “adoroooo”, conclui tratar-se de uma linguagem de código…” Luiz Toledo na coluna Hora Livre da revista 29horas.

 
 

PRAIA BRAVA: SOMBRA, SUJEIRA E AMADORISMO NA PAISAGEM

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Sábado, 16:00hs, Praia Brava. Percorrer uma das suas ruas principais, a Carlos Drummond, ate a praia, é testemunhar o desleixo das pessoas e o descaso da prefeitura. Lixo por tudo: nas estreitas calcadas, nos caminhos, nos terrenos, na restinga. Sombra de algumas construções até a água. Vias em escombros depois da enxurrada. – “Foi muita água concentrada”, ouço as desculpas lugar – comum.

Ninguém chegou aqui ontem e nossa região sofre com chuvas e enchentes. Esse fator deve estar previsto no planejamento urbano. A paisagem é de tirar o fôlego, pena que a organização humana não valorize esse potencial. É um preço alto demais a ser pago incontáveis vezes por uma visão tão amadora e estreita de futuro. Quando vamos cansar de errar os mesmos erros? A Brava merecia:

  • Cidadãos menos passivos
  • Novos – moradores mais exigentes.
  • Freqüentadores mais educados.
  • Ambientalistas mais organizados e coerentes.
  • Uma Prefeitura e Câmara de Vereadores mais competente.
  • Mais interessados e menos interesseiros.
 
 


FRANCISCHINI NA REDE MACHISTA

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Esse é um assunto que, infelizmente, assombra redes sociais onde a vida de todos – sim, queridos anônimos, nos também não estamos a salvo – é bombardeada por pitacos de qualquer um. Antes da internet, a fofoca do comportamento alheio era velada, sussurrada, exclusiva a círculos íntimos, hoje, se exibe entre estranhos que, na maioria da vezes só tem em comum a fúria, o deboche e o preconceito.

O ultimo exemplo foi o julgamento coletivo da modelo Carol Francischini, que virou noticia por uma gravidez onde famosos ou namorados de famosas, seriam os possíveis pais. Não é novidade, a criança nasceu e o suspense continua. Basta alguém veicular alguma foto dela no Instagram, por exemplo, para a fogueira começar a arder. Claro que ninguém esta isento do impulso de pensar, mesmo que isso não lhe diga respeito. E rotular.

Acredito que gerar um filho é um poder feminino e essa honra somente deveria ser compartilhada com quem realmente mereça e a deseje de todo o coração. O problema é que sexo, praticado por milhares de inconseqüentes dominados pelo tesão e carência mundo afora, causa gente. Mas é a atitude liberal de uma mulher livre e desimpedida o alvo das criticas. Enquanto a maior cobrança em relação aos homens, vem da comparação entre a beleza das envolvidas…!? É muito machismo, muita superficialidade, assinada de uma forma burra por mulheres. Enquanto tratarmos elas como “vagabundas” e eles como reféns indefesos do próprio desejo, seguiremos como uma sociedade machista onde a auto-estima feminina é a verdadeira vitima.

 
 

DOGMAS EXISTENCIAIS e Questões Outras

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Não sou psicóloga, bem longe disso, nem versada na historia humana. Mas vivo em constante surpresa e questionamento diante da complexidade atordoante da nossa raça. Diante dos comentários sobre a crise da Igreja Católica agora que a renúncia do Papa virou pauta da semana, me vejo de novo pensando sobre coisas que gostaria de compreender melhor.

Não entendo o porque da união entre pessoas do mesmo sexo necessitar ser endossada por uma instituição tão arcaica. Falando especificamente da religião católica, você só pode casar uma vez na igreja, sexo é para a procriação, padres não podem ter esposa ou formar uma família e a pedofilia foi mascarada durante décadas para não denegrir uma imagem que só fez deteriorar diante da verdade desoladora que veio a tona. Por que tanta comoção em busca de uma “benção” apoiada por idéias retrógradas? Lutar por aceitação dentro de uma doutrina com tanto a discordar me causa espanto.

Muitas atrocidades foram e são cometidas até hoje em nome de uma determinada fé. A Inquisição foi um período sombrio e vergonhoso da história. Agora, o que seria do Ocidente como o conhecemos atualmente sem as Cruzadas? A cultura mulçumana imperaria. E quantas nações, mesmo acreditando em Deus, “no Céu e no Inferno”, escravizaram outros povos? Imagino, infelizmente, uma humanidade ainda mais bárbara sem a ordem religiosa.

Me considero cristã, sou absolutamente fascinada pela história de Jesus Cristo e fico muito agradecida por conhece-la desde criança. Acredito sinceramente que os ensinamentos de Jesus tiveram uma importante influência na minha formação. Mas não vou odiar ninguém por ter uma crença diferente da minha, o que seria um comportamento oposto ao princípio cristão. Absorvi da doutrina o que fazia sentido pra mim, o que poderia ajudar a me tornar um ser humano melhor. Quando casei, não frenquentava a Igreja Católica, e mesmo achando o ritual lindo, sabia que não tinha nada a ver comigo entrar numa Igreja somente para dizer Sim. Se me emociono em casamentos? Sempre, a idéia de amor eterno comove a romântica enrustida que há em mim. E, é claro que há muitos sermões inspirados, muitas palavras que tocam a gente justamente onde estávamos precisando naquele momento.

Outra coisa que me assombra são os enterros. Pelo menos por aqui, toda a sistemática religiosa desse momento doloroso ao invés de resultar em conforto, me deprime. Desde a entonação monótona de alguns padres, a tristeza de certas orações, até o infame momento de cobrir o caixão de terra. Todo esse discurso católico de auto-sacrifício como se a felicidade não nos estivesse destinada nos designios da Criação, sempre me aborreceu.

E, no entanto, é essa resignação e solidariedade diante da fragilidade da vida, uma forma genuína de não se entregar ao desespero e de alcançar paz. Nenhuma crença espiritual me satisfaz em justificar porque certas coisas acontecem da forma que acontecem ou em responder porque alguns seres agem como monstros. Só espero, que independente do que escolhermos seguir, a fé seja uma forma de alimentar o Bem em nós, nos mostrando o caminho de como amar mais e melhor. E para isso, cabe somente a nos mesmos reafirmar nosso amor.

 
 

INTERVENÇÕES URBANAS URGENTE

movimentos em prol da urbe
Li essa matéria por agora, não lembro bem onde, mas achei muito pertinente. É sobre dois grupos de jovens insatisfeitos com suas cidades que resolveram se engajar localmente para chacoalhar a consciência das pessoas em relação aos problemas da urbe.

Um é de São Paulo, do movimento Curativos Urbanos e funciona assim: esparadrapos bem-humorados, coloridos e gigantes são colados nos “machucados” das calçadas e passeios. O outro vem de Porto Alegre, Coletivo Shoot the Shit,  denunciando a condição crítica das ruas.

Me identifiquei de imediato. Quanto lixo visual e invasivo tenho vontade de limpar das calçadas da avenida Brasil!!! A quantidade de comércios, dos mais variados, que usam a calçada como depósito de mercadorias é absurdo. Sacos de carvão empilhados é só um exemplo… desleixo total num lugar onde os alugueis são altíssimos quando não abusivos. É o enfeiamento da cidade por quem ganha dinheiro na cidade, não dá para entender. Senão é, deveria ser proibido. Um trabalho que os próprios fiscalizadores dos cartões de estacionamento poderiam fazer na sua área de ação.

 
 

Eu, NIC e o FIM do MUNDO

Não pensem que não tentei escapar de todas essas especulações sobre o tal calendário Maia e mais uma data fatídica para o mundo se acabar… Dentro de mim, pulsa uma curiosa assombrada com o comportamento (e devaneio) humano, mas o tema tinha sido tão debatido ano passado ao vir à tona em uma família composta por dois seres lunares entre outros supersticiosos como a minha, que o assunto se esgotou antes do dito final.

Então, chegando perto do Dia D, estava despreocupada em ter que explicar a histeria dos crédulos para meu pequeno, até que veio domingo a noite. E o onipresente show da vida. Minha máxima culpa. Fui zapear e recai no Fantástico mais uma vez. Nic jogava no iPad, com os ouvidinhos atentos na TV, quando a reportagem sobre essa gente sensível que esta se preparando para o fim do mundo, o situou que “a profecia” ia se dar na próxima sexta, dia 21.

- “O que?! O mundo vai acabar antes do Natal? Isso não é justo!”.

- “Não, querido, você não está entendendo… ”

- “Então vou ter 6 anos só quando eu morrer?!!!”

- “Nic, é por isso que a mamãe não gosta que você veja TV, você não tem maturidade para filtrar (na ansiedade o “criancês” faz falta) e interpretar o que está assistindo, isso é apenas uma reportagem sobre pessoas estranhas que acreditam que o mundo vai acabar na sexta (mordi a língua para não dizer que todo dia o mundo acaba para muita gente e que essa vida é uma extraordinária roleta-russa), mas a mamãe tá te falando que ele não vai acabar. Tá bom?

- “Como você pode saber?”

Achei que nesse momento não caberia dizer que o Papai Noel não deixaria o mundo se acabar antes de entregar todos os presentes e tal, mas percebi que precisava de argumentos mais convincentes.

-”Ora, porque sou sua mãe e sei, e ponto final.”

Então a reportagem termina com uma brincadeira sobre a data prevista pelos cientistas para o fim da Terra, exterminada por uma convulsão de raios solares, daqui a 5 bilhões de anos..

-“Ah, só daqui a 5 bilhões de anos, não bilhões de dias, né? Nem você nem eu vamos estar mais por aqui…” Nic, respira aliviado. Assunto encerrado.

Será que a idéia de finitude aleatória causa um tipo de pânico em gente controladora que precisa determinar até o momento do seu ultimo suspiro? As vezes invejo esse pessoal que mesmo sem certeza absoluta, se prepara para algum fenômeno que afirma que não estamos só no universo. Chego a vê-los como sensatos, afinal talvez não estejamos dignos da honra de ter nascido e seremos mesmo exterminados.

Preferia me juntar a eles, mas o ceticismo se interpõe, racionalizando com entonação alemã que não aceita ser contrariada (não sei porque a razão tem esse sotaque alemão): “A raça humana não deu certo, é um projeto abandonado. Ninguém se importa.” Justificativas que endossam isso não faltam, eu sei, mas, sou uma criatura de fé, e ela não costuma falhar. E, nada como ser mãe, para ter porque acreditar que ainda temos tempo para sermos a mudança que queremos ver no mundo.

 
 

CAOS no Mall: FALTA AR NO BCS

Vários motivos me levaram ao BCS ontem e fui às compras, não a passeio. Para minha surpresa e aflição, o ar condicionado não estava funcionando. Semana de Natal, mês de maior venda, alta-temporada se aproximando e mais uma vez, problemas com a refrigeração. Ano passado minha pressão veio a baixo em uma loja de brinquedos pelo mesmo motivo. Vai já pra serie dos enigmas que desafiam o bom senso.

Não da para entender: ar condicionado nessa época é básico, questão de sobrevivência, faz parte do que leva a gente se deslocar para um shopping: praticidade, segurança e ambiente climatizado. Sem stress nem bafo. Comprei em quatro lugares, na rapidez e calor da luz. A inquietação vai tomando conta e você parece que tá fugindo de um incêndio. Houve ate caso de loja desligando parte da iluminação para atenuar a temperatura alta.. E como ficam as lojas de roupas? Tem que ter uma veia masoquista para entrar num provador que vira caldeirão…

Comprei um bonequinho pro Nic num quiosque calorento (!?). Pois é, nem nos corredores a situação era diferente. Na livraria, outro caso enigmático: a mocinha com toda a calma e simpatia que o momento exigia me diz que “nessa época de movimento eles dão o papel mas não embrulham o presente” Ahnn? Mas não é justamente essa a época em que as pessoas se presenteiam? O que eu tenho a ver com a falta de funcionários para atender bem num dos meses de maior fluxo? No fim, acabaram fazendo a “gentileza” de embrulhar um dos livros, para presente. Até pouco tempo atrás isso era pré-requisito, não?

Na Schutz, muitas news bacanas, gente se abanando e tudo ficando mais quente: curti a moderna linha transparente com metalizado e spikes, provei transpirando e levei, sem ar pra ver mais. Desagradável para clientes e lojistas (que pagam uma grana alta de condomínio) além de não condizer com o BCS, o melhor shopping daqui e que a cada temporada melhora seu mix atraindo nomes como o Porcão. A parceria com a Top Car ficou muito sofisticada, deu um upgrade bacana, mas nem a esperança de se ganhar uma BMW aplaca o desconforto de um calor desrespeitoso e nada profissional.

 
 

Deu PREGUIÇA para BORING people que..

NÃO É, está
NÃO COMPARTILHA, se infla
NÃO CONVERSA, se promove
NÃO ESTÁ PRESENTE DE MENTE, só de carne
NÃO SE CHEGA, invade
NÃO DESCE DO MURO, se esquiva
NÃO ADMIRA, se deslumbra
NÃO ESTÁ NEM AÍ SE EXISTE CONTEÚDO, mas faz de tudo para vender o embrulho
NAO É INTENSA, mas tensa.
E gente coreografada, com o discurso ensaiado, o sorriso calculado e o interesse pago.

*Este texto é de autoria do V+A.

 
 

QUESTÕES MATERNAIS SOBRE DILEMAS HUMANOS

Muita gente sente calafrios só de pensar em colocar mais um ser num mundo sujeito a circunstancias imponderáveis e sem sentido. O fato de vivermos em um paraíso desfigurado por nossa própria espécie, também não ajuda muito. E, mesmo assim, parece existir uma força vital de atração que nos impele a gerar outra vida e experimentar o milagre da criação. Sentir o maior amor do mundo, ser hipnotizada pela expressividade surreal de um bebê, resgatar a espontaneidade da alegria através da criança. A descoberta, tão pessoal quanto universal de um sentimento inesgotável, que descontrói prioridades e certezas, para colocar as coisas no seu devido lugar. O foco não é mais o nosso umbigo. Que alivio. Mas, embora tenha um lado libertador, vem acompanhado do kit mãe básico: oscilações variadas de culpa e constante preocupação. Uma voz sabotadora pronta para sussurrar que poderíamos ter feito diferente. Melhor. Cedo, percebemos que como mães, somos nossos mais inflexíveis juízes.

Para quem tende a ser control freak, é um aprendizado e tanto. Acredite, nada será como antes. Eventualmente, caso haja tempo de pensar em algo que não seja o agora, baterá saudades da você jovial e desencanada e daquele casal que não tinha hora pra acordar e dormia sábado a tarde depois de namorar. E, ainda assim, o mais estranho de tudo: não haverá um segundo sequer que se cogite em voltar. Para quem está pela primeira vez embarcando nessa fabulosa aventura da maternidade, só posso dizer que não existe o mais certo, mas o SEU certo. Confie nos seus instintos, não se torture tanto com os erros e saiba, desde já, que os acertos serão considerados mera “obrigação”. Não espere reconhecimento, o que quer que faça, faça por você, porque simplesmente não saberia como não fazer. Mas aprenda rápido, se ainda não sabe, a dizer não.

Não use filhos como álibis existenciais nem caia na tentação de se auto-proclamar mártir. Ser mãe exige sacrifícios, sim, mas a escolha sempre é sua. Nesse departamento delicado da vida, quanto mais você da, mais se exige de você. Cuidado para não esquecer de si mesma. E cuidado redobrado para não minar os pequenos com mimos excessivos. Se criança mimada é um porre, um adolescente é uma ressaca que exauri até os mais abnegados. Não tenha medo dos conflitos, eles fazem parte do amadurecimento de qualquer relação. Cobranças amargam: não se cobre nem cobre nada. Combine antes. Converse muito. Escute sempre. Evite cultivar as frustrantes expectativas silenciosas. Fale o que espera. Seja clara. E prepare-se: alguns limites não são negociáveis e alguns filhos tem uma habilidade nata para negociar com nossos pontos fracos melhor que outros. Tente ser imparcial.

Compartilhe sem se comparar demais, faça suas próprias regras e esteja aberta. Para ouvir, falar, desabafar, aprender, ensinar: a jornada é de auto-conhecimento e sem destino determinado. Nunca abra mão do amor, admiração e respeito dos seus filhos. Nem do bom-humor: ria, brinque, dance, pule sem hora marcada. Independente do estilo de mãe que você for, seja realizada, faça o que te faz bem. Filhos são educados por exemplos. Não os subestime nunca: eles nascem com uma anteninha ultra-sensível que capta na hora quando o discurso não corresponde aos atos. Na adversidade siga incansável, acredite: você tem o poder e pode. Na duvida, tenha fé e em mente: mães felizes criam crianças felizes. Um clichê sábio. Um desejo comum que une todas nós. Seja bem-vinda ao clube!

 
 

SENSAÇÕES ALHEIAS QUE NOS ALIENAM

Você sabe o que você quer? Mesmo? Parabéns! Não é fácil compreender o que queremos fora do reducionismo essencial AMOR-SAÚDE-FELICIDADE, temperados com doses nada modestas de sucesso e grana. E “como” você quer faz toda a diferença, não podemos esquecer.

Mas o importante é que seja o seu sonho, a sua vontade, o seu sentimento. SENTIMENTOS. “SENTIR primeiro, pensar depois…” Vejo uma parte estranha e tão familiar das pessoas em busca de coisas aprovadas pelo senso comum ou pela celebridade da hora, na expectativa por uma sensação nova. Quase sempre frustrante e como resultado uma perseguição incessante, porque alheia.

As emoções significativas, aquelas que guardamos na nossa memória afetiva e que, de alguma forma, nos tornam reais, afloram nos momentos em que estamos desarmados do que não faz parte de nós. Só assim estamos prontos para desfrutar a suprema e fabulosa aventura, cheia de fúria e delicadeza imprescindível, da vida. E elas estão aí, em volta e dentro de nós, loucas para vir a tona. Esperando para colocar uma marca em uma manhã que parece como qualquer outra. E é só aquele “seu você único” que pode descobrir que ela não é.

 
 
 

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